E quem não dá uma passada no SBT? Quando queremos algo rápido, alguma diversão, uma pegadinha, alguém arriscando a vida em algum número circense, nonsense, lá vamos nós para a casa do tio Sílvio.
Tem aqueles dias cujos documentários da TV paga falando sobre o Big-Bang ou nos mostrando pela milésima vez o manto de Turin não nos apetece, muito menos o sangue correndo em assassinatos fantásticos às 21 horas ou quando toda família está unida sem paciência para legendas, nestas horas o SBT é a opção.
Esta mania de sintonizar exige identidade com seu público, os comunicadores da rede tem isso de sobra tanto nos telejornais como nos shows. É a turma do “vem aqui, amigo, tenho algo engraçado para você”. Não é fácil atingir este ponto, atrair o público desta forma, virar moda. Exige muitos anos forjando a imagem de que está perto do povo e pronto para o agradar.
A TV do Sílvio tem esta cara, esta filosofia, o povo se enxerga lá, no seu colorido, na forma como os programas são apresentados, na história da rede. É isso que falta na Record, identidade com seu público, um nome que pertença a história da nossa TV. É interessante vermos que, mesmo não estando em segundo na média, o SBT nos passa a sensação que é a opção para quem não está interessado na chuva de novelas globais. Observe que mesmo perante os números do Ibope sobre o segundo lugar da Record, em nosso íntimo enxergamos o SBT nesta posição.
É o poder de nomes como Nóbrega, Sílvio, Ratinho, Portioli, Gabi, Nascimento, Chaves, Cabrini, Raul e tantos outros. Eles pertencem a história da nossa TV e passam a impressão de que viajam unidos na nave do SBT.