O sufoco do Perdidos na Tribo está no fim
A Band está apresentando os últimos capítulos de Tribo. Agora eles estão vestindo e fazendo o corte de cabelo da localidade. Estão vivendo na pele do grupo. Inicialmente conheceram a cultura, tiveram experiências desagradáveis quando o assunto era comida, sexo, namoro, provas; a vestimenta aprofunda o lado psicológico da estadia, distancia da nossa origem. Quando algumas das tribos pediram para beber sangue de animal recém abatido ou quando as mulheres exigiram mais respeito por parte dos indígenas, a coisa corria de forma aceitável. Se isso pode acontecer com a preparação de camas utilizando fezes de animais, manterei o termo. O problema amplia quando pais e filhos se enxergam como personagens tribais perdendo a referência costumeira de anos vividos com jeans, óculos, cortes de cabelos. E isso após diversos dias ansiosos pelo velho e bom lar urbano.
Não está sendo fácil para os Menendez viverem entre os nômades Himba, cujo deus Mukuru disputa com o culto aos ancestrais; os Sackiewickz envolvem-se com os Hamer, tribo pastoril, completamente imersa na crença de que plantas e objetos inanimados tem espíritos; a família Oliva convive com os Montawai com crença na existência de alma em tudo, inclusive no arco-iris. Que saudades da pizza, dos games, da tv na sala, das camas com confortáveis colchões. Nestas horas, estar parado no trânsito da cidade grande é uma maravilha. Acredite, leitor.
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