Um dos maiores banco se foi e até o que comprou ele também já teve fim

Vocês se lembram do Banco Mercantil e Industrial do Paraná? Vou facilitar para vocês. Talvez vocês conheçam como Bamerindus.

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Com sede em Curitiba, o Banco foi um gigante na indústria financeira e foi propriedade da família Andrade Vieira (fundado por Avelino Antônio Vieira), em 1929.

O Bamerindus viveu de 1929 até 1994, passando por 8 décadas diferentes e se adaptando ao modelo comercial e financeiro do Brasil por 65 anos.

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Para se ter ideia da grandeza dele, ele passou por 22 Presidentes brasileiros incluindo os golpes militares e a ditadura sofrida no Brasil.

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Em 1929, em plena crise mundial, Avelino resolveu fundar, em Tomazina, uma empresa bancária, e para isto associa-se a alguns amigos e cria a Sociedade Cooperativa de Responsabilidade Limitada Banco Popular e Agrícola do Norte do Paraná (BPA). Em 1944 o BPA foi incorporado ao Banco Comercial do Paraná, do qual Avelino tornou-se diretor comercial.

Em abril de 1971 esta denominação foi alterada e assim o Banco Mercantil e Industrial do Paraná SA transformou-se no Bamerindus do Brasil SA, uma das maiores instituições bancárias da América do Sul durante as décadas de 1970 e 1980.

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O Bamerindus ficou eternizado nas mentes das pessoas pelo Jingle de sua caderneta de poupança com o ator Toni Lopes que passava nos horários da Globo, em específico no Domingão do Faustão nos anos 90:

O tempo passa, o tempo voa; e a ‘Poupança Bamerindus’ continua numa boa… é a ‘Poupança Bamerindus’!“.

COMO O BAMERINDUS FALIU?

Em 1994, o banco passou a ter dificuldades e acabou entrando no Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento do Sistema Financeiro Nacional (PROER).

Mas, o não resultado do PROER acabou trazendo mais crises ao Bamerindus e em 1997 houve a intervenção da instituição pelo Banco Central.

Parte do Bamerindus ficou em posse do Banco Central, a outra parte foi conquistada pelo HSBC (Hong Kong and Shanghai Banking Corporation).

Apesar de ainda existir, o HSBC deixou de ter sue nome vinculado aqui no Brasil, isso porque em julho de 2016, o HSBC Brasil foi vendido ao Bradesco, que pagou R$ 17,6 bilhões para assumir 100% das operações.