Fim de importação e compra por rival: O triste dia em que rival da Volkswagen não resistiu e deu adeus
Tv Foco mostra hoje atrizes brasileiras dos anos 1990 já chegaram aos 50 anos, mas continuam arrancando suspiros por onde passam.
Concorrente da Volkwagen acabou dando adeus ao Brasil (Foto Reprodução/Internet)
Grande montadora, considerada uma das maiores rivais da Volkswagen, não resistiu e saiu do país
Ao longo dos anos, a instabilidade da economia brasileira acabou deixando algumas empresas insegura quanto a vinda para o país.
Embora muitas consigam driblar e permanecer no Brasil, muitas outras acabam amargando prejuízos significativos, ficando sem muita opção a não ser, “arrumar as malas” e voltar ao seu país de origem.
Como é o caso de muitas montadoras, é certo que muitas delas, ao voltarem, continuam importando seus veículos para cá, afinal de contas, o consumo de importados é algo que tem uma certa força aqui, outras já sumiram para sempre do nosso mapa.
Essa foi a realidade de uma importante montadora, que era considerada uma das maiores rivais da Volkswagen, a Asia Motors.
O auge da montadora
Quem viveu os anos 90 no Brasil se lembra muito bem da invasão das vans coreanas. Além da Kia Besta, dois modelos dominavam as ruas: a pequenina Towner (campeã de vendas entre microempresários e vendedores de cachorro-quente) e a grande Topic, ambas da icônica Asia Motors.
Vale mencionar que foi daí a rivalidade com a Volkswagen, afinal de contas, naquela época, a Kombi ainda era um ícone*SAIBAMAIS* e esses modelos fazia uma certa concorrência direta se tornando uma grande ameaça para a alemã.
A Asia Motors desembarcou em nossas terras em meados de 1994, após a fundação da Asia Motors do Brasil (AMB). A marca viveu seu auge em 1997, quando vendeu mais de 17,6 mil veículos, que eram considerados o coqueluche em vans da época.
A Towner, da Asia Motors, ganhou uma popularidade absurda na década de 90, e ameaçava a concorrente Volkswagen (Foto Reprodução/Internet)
A Asia Motors saiu de cena no Brasil no fim da década de 90, em 1999, quando foi absorvida pela Kia Motors (Foto Reprodução/Internet)
Porém, a Kia Motors acabou herdando uma dívida bilionária da Asia Motors (Foto Reprodução/Internet)
Bye Bye Brasil
Pouco antes disso, em 1996, a AMB aderiu ao regime automotivo da época, beneficiando-se da redução de 50% na alíquota de importação em troca da construção de uma fábrica no Brasil, mais especificamente em Camaçari (BA).
A cerimônia de inauguração da pedra fundamental contou com a presença de várias autoridades do Brasil e da Coreia do Sul, sendo que a previsão era que a fábrica iniciaria suas operações em outubro de 1999.
Porém, segundo o portal Exame, esse episódio marcante foi apenas o começo de uma história nebulosa. Embora levasse o nome da Asia Motors no Brasil, a AMB nunca teve uma relação direta com a Asia Motors Corporation.
Mas segundo o portal CNN, a AMC deixou de existir oficialmente em nosso país em 1999, quando foi comprada pela Kia Motors, que tempo depois, se uniu à Hyundai.
Para evitar a competição entre os produtos de ambas as marcas, que disputavam basicamente o mesmo público, as vans da Asia deixaram de ser importadas, Sendo assim, ela acabou saindo definitivamente de solo brasileiro.
Qual dívida da Asia Motors foi deixada?
Segundo o portal Automotive Business ex-sócio da empresa AMB, o sul coreano Chong Jin Jeon foi extraditado do Brasil para a Coréia do Sul no ano de 2008, onde foi condenado a 10 anos de prisão por crimes de fraude, enriquecimento ilícito, gestão fraudulenta e suborno.
No Brasil ele respondia a processos, na Justiça Federal de São Paulo, por lavagem de dinheiro e estelionato. Inclusive, ao longo dos anos, a AMB acumulou uma dívida estimada na época em R$ 475 milhões por veículos importados que nunca foram pagos.
Essa dívida acabou prejudicando a Kia Motors do Brasil, que por anos foi impedida de construir uma fábrica no país pela suposta relação com a AMB.
Apenas no ano de 2013 é que o Supremo Tribunal Federal (STF) “livrou” a Kia de qualquer vínculo com a antiga dívida da AMB, que já estava na cada de R$ 2 bilhões, seguindo a decisão da Corte de Arbitragem da Câmara de Comércio Internacional da época.
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