Colapso histórico: Confira a intervenção do BC e a venda ao Bradesco que encerraram 48 anos do banco importante do Rio

O encerramento definitivo das atividades do Banco Morada ocorreu após a decretação de sua falência pela Justiça, processo que sucedeu uma intervenção direta do Banco Central motivada por graves irregularidades patrimoniais e descumprimento de normas regulatórias.

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Embora o Bradesco tenha adquirido a carteira de clientes da instituição carioca anos antes do colapso total, a falta de um plano de recuperação viável selou o destino do banco, que operou durante 48 anos antes de sua liquidação extrajudicial em 2011.

Intervenção e comprometimento patrimonial

Nesse sentido, o Banco Central determinou a intervenção na instituição financeira sediada no Rio de Janeiro em 28 de abril de 2011. A autoridade monetária justificou a medida drástica em virtude do severo comprometimento patrimonial que o banco apresentava naquele momento.

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Informações veiculadas pelo portal ‘Valor Econômico’ e outros portais econômicos apontam que os controladores não submeteram propostas consistentes para reerguer a empresa. Consequentemente, o banco descumpriu normas vitais estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

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Venda da carteira para o Bradesco

Antes da crise se agravar irreversivelmente, o Bradesco protagonizou uma negociação importante em abril de 2005. O gigante bancário comprou a carteira de clientes do Banco Morada, especializada em crédito pessoal e Crédito Direto ao Consumidor (CDC).

A transação movimentou cerca de R$ 80 milhões na época. Visto que o Morada possuía forte atuação no Rio de Janeiro, a aquisição fortaleceu a presença do comprador na região e ampliou significativamente sua base de operações de crédito.

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Expansão da rede Finasa

O Bradesco integrou os novos ativos através da Finasa, marca que a organização já controlava desde 2002. Essa fusão adicionou aproximadamente 1,1 milhão de clientes ativos à base da Finasa, que já contava com mais de 5 milhões de usuários.

Além disso, a operação incorporou 33 novas lojas à rede de atendimento. A diretoria do Bradesco projetou, naquele período, um aumento expressivo de 28% na produção de crédito pessoal, consolidando a estratégia de crescimento via aquisições.

Trajetória e mudança de foco

A história da instituição começou em 1967, operando inicialmente como Associação de Poupança e Empréstimo. Durante décadas, a empresa financiou mais de 25 mil imóveis e aproveitou o auge do Sistema Financeiro de Habitação.

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Entretanto, o modelo de negócios mudou drasticamente entre os anos 90 e 2000. A gestão redirecionou o foco para o crédito ao consumo, segmento no qual o banco permaneceu até perder relevância e enfrentar a liquidação extrajudicial em outubro de 2011.

Confira a cronologia que marcou o fim da instituição:

  • 1967: Início das operações com foco imobiliário.
  • 2005: Venda da carteira de clientes para o Bradesco.
  • 2011: Intervenção do Banco Central e Liquidação Extrajudicial.
  • 2015: Decretação oficial da falência pela Justiça.

Como o consumidor pode se proteger de falências bancárias?

Desse modo, para evitar prejuízos em casos de quebra de instituições financeiras, o consumidor deve adotar medidas preventivas e acompanhar a saúde do banco onde investe.

Sendo assim, veja algumas recomendações essenciais:

  1. Verifique se a instituição possui cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que protege depósitos de até R$ 250 mil por CPF.
  2. Consulte o site do Banco Central para checar o índice de Basileia e a saúde financeira do banco regularmente.
  3. Diversifique seus investimentos em diferentes conglomerados financeiros para mitigar riscos de concentração..