O Governo bateu o martelo diante a pressão que vinha enfrentando e expôs a decisão sobre os estudantes

Diante a pressão e críticas de estudantes e professores sobre a nova política a ser implantada no Ensino Médio, deve ser divulgada nos próximos dias uma portaria a respeito do assunto. Contudo, muitas objeções devem ocorrer.

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O Ministro da Educação, Camilo Santana, por exemplo, se mostra contrário a revogação e defende a implantação dos ajustes. O pedido de anulação da medida depende da aprovação do Congresso Nacional, visto que foi imposta por meio da Lei.

A proposta do Novo Ensino Médio se dá pela alteração da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, por meio da lei 13.415, do dia (16) de fevereiro de 2017. As modificações se dão em relação ao aumento da carga horária e grade curricular do ensino, com foco, principalmente, na formação profissional.

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Aprovada em 2017 por meio de medida provisória, a modalidade envolvendo milhares de estudantes do Brasil, prevê os seguintes pontos:

  • 60% da carga horária dos 3 anos será comum a todos com disciplinas regulares;
  • 40% é destinado às disciplinas optativas das áreas do conhecimento;
  • O número de horas anuais passa de 800 para 1000, ou seja, de 4 para 5 horas diárias.
  • Menor número de aulas expositivas;
  • Maior participação dos alunos;
  • Aumento de projetos, atividades práticas, cursos e oficinas.

Novo Ensino Médio foi suspenso?

A portaria que garantiu a suspensão do novo Ensino Médio não anula a reforma, porém, retira a obrigação das escolas de manterem a implementação no Novo Ensino Médio. Na tentativa de minimizar as críticas e evitar maiores impactos, o Governo modificou os prazos.

“Nós vamos apenas suspender as questões que vão definir um novo Enem em 2024 por 60 dias. E vamos ampliar a discussão. O ideal é que, num processo democrático, a gente possa escutar a todos. Principalmente, quem tá lá na ponta, que são os alunos, os professores e aqueles que executam a política, que são os estados”, disse Camilo.

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Camilo Santana, Ministro da Educação - Foto: Reprodução/Internet

Camilo Santana, Ministro da Educação – Foto: Reprodução/Internet

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