Falência, milhares no vácuo e prejuízo: Operadora de celular se despede com dívida de 100 milhões
Tv Foco mostra hoje atrizes brasileiras dos anos 1990 já chegaram aos 50 anos, mas continuam arrancando suspiros por onde passam.
Operadora de celular acabou falindo (Foto: Freepik)
Operadora de celular tinha tudo para brilhar e terminou dessa forma
O mercado de operadoras do Brasil é um dos mais sólidos, uma vez que todo mundo precisa de um chip de alguma empresa para conseguir fazer ligações ou se conectar a aplicativos de mensagens. Mas, teve uma operadora de celular promissora que acabou chegando ao fim.
Trata-se da Unicel, cujo nome comercial adotado foi Aeiou. Com um orçamento de R$ 250 milhões e baixo custo, ela prometia ser um modelo de negócio inédito no Brasil, com foco na cidade mais populosa do país. Bom, a ideia era ter a sua própria rede de telefonia móvel, a qual prometia ao cliente o melhor do mundo pré-pago e ainda com as tarifas mais vantajosas do pós-pago.
Aeiou, a operadora de baixo custo que deu errado no Brasil (Foto: Divulgação)
Bom, a execução desse grandioso plano é que não deu certo. Mas, antes de esclarecer o que deu errado, vamos voltar no tempo. Segundo o PronaTec, a Aeiou oferecia chip gratuito a partir da recarga mínima de R$ 20 e funcionava de forma totalmente online. Isso entre 2005 e 2007, época que a internet ainda não era popular, então, foi uma grade novidade.
Então, o usuário poderia acompanhar tudo pelo site da operadora. Além disso, o custo da ligação era de R$ 0,14 por minuto e de R$ 0,63 para outras operadoras e telefones fixos. A ideia era ser uma empresa moderna, voltada para os jovens e oferecer praticidade.
Aeiou, a operadora de celular de baixo custo que deu errado no Brasil (Foto: Divulgação)
O QUE DEU ERRADO?
Mas, afinal, o que desandou na operadora? Ela não teve a adesão que era esperada. Acontece que naquela época, a conexão de banda larga do Brasil era uma das piores do mundo, logo, as pessoas não tinham acesso fácil à internet e também não era simples fazer uma recarga com cartão de crédito.
Para piorar, os clientes que compraram os chips, relataram que o sinal de telefonia instável e com falhas constantes. Ainda tinha a demora no envio dos chips, que chegavam a atrasar mais de um mês. Logo, a astuta operadora não conseguiu cumprir com o combinado.
Aeiou, a operadora de celular de baixo custo que deu errado no Brasil (Foto: Divulgação)
Segundo o PronaTec, com apenas dois anos, a Aeiou deu calote nos clientes e fornecedores e ficou com uma dívida que ultrapassa R$ 150 milhões. Só em 2010, a empresa possuía 24 processos sobre reintegração de posse, execuções de títulos, despejo e pedido de falência.
Para completar, a operadora simplesmente sumiu do mapa por conta de uma suposta ligação do presidente da Aeiou com Erenice Guerra, ex-ministra da Casa Civil da época.
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