OPINIÃO | Em tom agressivo, Bonner e Renata erram feio com Ciro Gomes no JN
Tv Foco mostra hoje atrizes brasileiras dos anos 1990 já chegaram aos 50 anos, mas continuam arrancando suspiros por onde passam.
Ciro Gomes (PDT) foi o primeiro entrevistado no Jornal Nacional (Foto: Reprodução/Gobo)
Ciro Gomes (PDT) foi o primeiro entrevistado no Jornal Nacional (Foto: Reprodução/Gobo)
Começou na noite desta segunda-feira (27), a rodada de entrevistas do Jornal Nacional com os candidatos à Presidência do Brasil. Entretanto, os âncoras do jornalístico de maior popularidade e repercussão da televisão brasileira, William Bonner e Renata Vasconcellos, erraram feio no tom adotado com o primeiro entrevistado, Ciro Gomes do PDT.
O tom nitidamente agressivo dos âncoras não é coerente com o padrão do próprio jornalismo da Globo, tão pautado pela formalidade. Pelo contrário, esse tom volta-se mais aos programas cujo foco está no sensacionalismo e na apelação. Notou-se que a preocupação maior estava em falar de pessoas e não do programa de governo do candidato, o que denota perspectiva equivocada e não interessante aos eleitores.
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Além disso, ressalta-se o fato de os apresentadores da atração global terem interrompido a fala do candidato/entrevistado em vários momentos. Inclusive, o próprio candidato Ciro Gomes teve de pedir “um minutinho” para Renata e Bonner para poder desenvolver suas ideias ou então para conseguir responder as perguntas de ambos. Francamente, trata-se de uma estratégia bem duvidosa por parte de um telejornal tão conceituado.
Ainda passarão pela bancada do Jornal Nacional, Jair Bolsonaro (PSL), na terça; Geraldo Alckmin (PSDB), na quarta; e Marina Silva (Rede), na quinta. A ordem foi definida em sorteio juntamente com assessores dos presidenciáveis. Em virtude de a entrevista com Ciro Gomes ter registrado 27 minutos, os demais terão o mesmo período de tempo.
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Nesse contexto, já que a postura adotada pelo Jornal Nacional foi essa, que seja seguida com os demais candidatos para se respeitar a “imparcialidade”. Todavia, torna-se necessária uma reflexão apurada para as próximas eleições. Obviamente é dever do Jornalismo tocar em pontos cruciais de cada candidato, mas é preciso saber fazer isso, para não pecar pela postura equivocada.
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