O “Pânico” sempre foi conhecido por seu estilo “irreverente” e polêmico, muitas vezes sendo acusado de apresentar conteúdo apelativo.

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Nas últimas semanas, o programa da Band voltou a ser alvo de acusações desse gênero após exibir partes íntimas de um humorista sem censura em um quadro, além de apresentar cenas consideradas por muitos “constrangedoras” com o jovem apresentador do SBT Dudu Camargo, que aparece consumindo bebidas alcoólicas e “perdendo a linha” com modelos em uma balada.

Segundo informações do site do jornalista Daniel Castro, na segunda-feira (03), o Conselho de Comunicação Social do Congresso Nacional promoveu uma reunião extraordinária, onde analisou alguns conteúdos do humorístico após solicitação do Ministério Público Federal. Na ocasião, o órgão discutiu a respeito dos quadros “Beija Saco” e “Sidney Sertanejo”. No primeiro, o ex-humorista do programa Gui Santana (atualmente na Globo) é apresentado à nove modelos, sendo uma mulher e oito transgêneros. No “reality”, ele deveria eliminar as candidatas que considerasse trans e escolher a mulher biológica no final. No “Sidney Sertanejo”, o humorista Carlinhos interpretava o personagem-título e fazia “duetos” com cantores, improvisando rimas com palavrões.

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Nova participação de Dudu Camargo no “Pânico” é vetada por Silvio Santos

Segundo consta, o órgão concluiu que o “Pânico” apresenta “conteúdo e duvidoso gosto estético”, mas que não fere a Constituição. “Os quadros citados e o próprio programa estão amparados pela Constituição Federal, pois se pode contestar a qualidade do humor oferecido aos telespectadores, mas nunca a sua finalidade artística”, diz o parecer do conselho, julgando ainda que o programa apresenta conteúdos que “se igualam a vários outros programas exibidos pela televisão brasileira”.

A decisão, no entanto, não foi unânime. Alguns representantes de empresas de rádio, televisão e imprensa escrita, que também integram o órgão, discordaram do parecer e detonaram o humorístico. Celso Augusto Schröder, um dos representantes, chegou a afirmar que a atração “representa o que de pior há na comunicação brasileira e o que se supõe, se apresenta como humor. Está longe de ser humor. Na verdade é exatamente a exacerbação do preconceito e da exclusão”.

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