BPC, INSS, abono e seguro-desemprego: Outro benefício sofre reajuste com aumento do salário mínimo em 2026

Salário mínimo impacta diversos benefícios e, um deles, muitos nem imaginavam que sofria reajuste nesse ano de 2026

23/01/2026 às 21:03 · Tempo de leitura: 4 minutos

Salário mínimo / INSS - Foto: Montagem

Salário mínimo impacta diversos benefícios e, um deles, muitos nem imaginavam que sofria reajuste nesse ano de 2026

O salário mínimo sofreu um reajuste considerável nesse ano de 2026, passando dos R$ 1.518 de 2025 para R$ 1.621 atualmente, fixado após sanção do presidente Lula (PT). O benefício funciona como piso de renda para quem está na base da pirâmide salarial e como parâmetro para remunerações e benefícios em todo o país.

Aliás, o reajuste do salário mínimo em 2026 atinge BPC, INSS, abono salarial e seguro-desemprego. Todavia, além dos que foram citados, BPC, outro benefício sofre reajuste com aumento do salário mínimo nesse ano.

Outro benefício sofre reajuste

Em suma, o reajuste do salário mínimo nesse ano de 2026 trouxe dúvidas a respeito do impacto nos valores da pensão alimentícia. Assim, a advogada Fabiana Orloski, especialista em Direito de Família, expôs a situação em entrevista ao Diário dos Campos.

A pensão alimentícia se trata de um valor destinado a pessoas que não possuem condições de prover o próprio sustento. O montante pode beneficiar filhos menores, filhos maiores em determinadas situações, pais, ex-cônjuges ou ex-companheiros, se comprovada a necessidade.

Agora, com o novo salário mínimo fixado em R$ 1.621, a especialista enfatizou que a pensão alimentícia sofre um reajuste automático quando baseada em percentual no salário mínimo. “Se a pensão foi determinada judicialmente como um percentual do salário mínimo, o valor acompanha automaticamente o reajuste, sem necessidade de nova ação de revisão”, disse ela.

Veja a seguir o cálculo com base no novo salário mínimo:

Percentual da pensãoValor por mês
20%R$ 324,20
30%R$ 486,30
40%R$ 648,40

O que fazer se não ocorrer o reajuste?

Mesmo o reajuste sendo feito de forma automática, pagamentos equivocados podem ocorrer, seja por má-fé ou falta de informação. Todavia, se a resistência persistir, a solução é ir aos tribunais. A falta do pagamento integral pode levar a punições, inclusive a prisão, já que a Justiça sempre prioriza o sustento do filho. 

“Se a pessoa se recusar a pagar com o novo salário, você deve procurar a Justiça. O juiz intima o alimentante para ele explicar o motivo de não ter realizado o pagamento. Ele tem três dias úteis para justificar ou efetuar o pagamento”, relata Nathália Campos, especialista em Direito de Família e Sucessões.

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