BPC, INSS, abono e seguro-desemprego: Outro benefício sofre reajuste com aumento do salário mínimo em 2026
Salário mínimo impacta diversos benefícios e, um deles, muitos nem imaginavam que sofria reajuste nesse ano de 2026
Salário mínimo / INSS - Foto: Montagem
Salário mínimo impacta diversos benefícios e, um deles, muitos nem imaginavam que sofria reajuste nesse ano de 2026
O salário mínimo sofreu um reajuste considerável nesse ano de 2026, passando dos R$ 1.518 de 2025 para R$ 1.621 atualmente, fixado após sanção do presidente Lula (PT). O benefício funciona como piso de renda para quem está na base da pirâmide salarial e como parâmetro para remunerações e benefícios em todo o país.
Aliás, o reajuste do salário mínimo em 2026 atinge BPC, INSS, abono salarial e seguro-desemprego. Todavia, além dos que foram citados, BPC, outro benefício sofre reajuste com aumento do salário mínimo nesse ano.
Outro benefício sofre reajuste
Em suma, o reajuste do salário mínimo nesse ano de 2026 trouxe dúvidas a respeito do impacto nos valores da pensão alimentícia. Assim, a advogada Fabiana Orloski, especialista em Direito de Família, expôs a situação em entrevista ao Diário dos Campos.
A pensão alimentícia se trata de um valor destinado a pessoas que não possuem condições de prover o próprio sustento. O montante pode beneficiar filhos menores, filhos maiores em determinadas situações, pais, ex-cônjuges ou ex-companheiros, se comprovada a necessidade.
Agora, com o novo salário mínimo fixado em R$ 1.621, a especialista enfatizou que a pensão alimentícia sofre um reajuste automático quando baseada em percentual no salário mínimo. “Se a pensão foi determinada judicialmente como um percentual do salário mínimo, o valor acompanha automaticamente o reajuste, sem necessidade de nova ação de revisão”, disse ela.
Veja a seguir o cálculo com base no novo salário mínimo:
| Percentual da pensão | Valor por mês |
| 20% | R$ 324,20 |
| 30% | R$ 486,30 |
| 40% | R$ 648,40 |
O que fazer se não ocorrer o reajuste?
Mesmo o reajuste sendo feito de forma automática, pagamentos equivocados podem ocorrer, seja por má-fé ou falta de informação. Todavia, se a resistência persistir, a solução é ir aos tribunais. A falta do pagamento integral pode levar a punições, inclusive a prisão, já que a Justiça sempre prioriza o sustento do filho.
“Se a pessoa se recusar a pagar com o novo salário, você deve procurar a Justiça. O juiz intima o alimentante para ele explicar o motivo de não ter realizado o pagamento. Ele tem três dias úteis para justificar ou efetuar o pagamento”, relata Nathália Campos, especialista em Direito de Família e Sucessões.
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