Arroz, feijão, ovos e + podres: Vigilância Sanitária joga 15 toneladas de comida no lixo após descoberta em PB
Vigilância Sanitária fecha distribuidora na Paraíba após flagrar alimentos diversos em estado insalubre e vencidos.
Presença de alimentos podres em distribuidora de alimentos, na região de João Pessoa, PB, aciona Vigilância Sanitária (Foto Reprodução/Montagem/Lennita/Tv Foco/Canva)
Vigilância Sanitária fecha distribuidora na Paraíba após flagrar alimentos diversos em estado insalubre e vencidos
E uma denúncia envolvendo pacotes de arroz, feijão e até ovos apodrecidos e com data de validade expirada levou a Vigilância Sanitária a agir no dia 04 de abril de 2025, contra uma distribuidora de alimentos famosa no município de Santa Rita, Região Metropolitana de João Pessoa, PB.
Sendo assim, a partir de informações do portal G1, a equipe especializada em fiscalizações e serviços do TV Foco traz todos os detalhes dessa situação abaixo:
15 toneladas de comida no lixo:
A Agência Estadual de Vigilância Sanitária da Paraíba (Agevisa/PB) coordenou a fiscalização, que contou com o apoio do:
- Ministério Público da Paraíba (MPPB);
- Fisco Estadual;
- Polícia Militar.
Conforme mencionado acima, as equipes encontraram no local alimentos em condições precárias, como:
- Feijão;
- Arroz;
- Leite;
- Sucos;
- Ovos;
- Margarinas;
- E mais.
No total, foram 15 toneladas de mercadorias impróprias para o consumo humano.
Além disso, a Agevisa determinou o descarte imediato dos produtos. A Prefeitura de Santa Rita cedeu caminhões compactadores para transportar a carga.
A empresa acumulava infrações sanitárias graves
Inclusive, anteriormente, a Agevisa constatou diversas violações das normas sanitárias.
Em suma, alguns potes de margarina já estavam abertos e alimentos vencidos ou danificados eram vendidos sem qualquer controle de rastreabilidade.
Além disso, a distribuidora vendia álcool bactericida sem registro da ANVISA e mantinha saneantes e cosméticos armazenados junto de alimentos secos, sem possuir a Autorização de Funcionamento Especial (AFE) exigida pela autarquia.
Vigilância reforça compromisso com a saúde pública
O diretor-geral da Agevisa/PB, Geraldo Moreira de Menezes, destacou o compromisso da agência em combater práticas ilegais no setor alimentício:
“A Agevisa preza pela boa relação e pela parceria institucional com os vários setores sujeitos ao controle sanitário.
Entretanto, não abre mão de sua missão de proteger a população paraibana, tanto nativa quanto visitante, da ação irresponsável de uma parcela do setor regulado, que não respeita a saúde humana e que, em nome do lucro fácil e ilegal, insiste na prática de infrações sanitárias.
Essas devem ser tratadas com o devido rigor da lei.”
Ministério Público alerta sobre riscos aos consumidores
O Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (MP-Procon) orientou os consumidores a manterem atenção redobrada sobre a procedência dos alimentos.
O promotor de Justiça e diretor-geral do MP-Procon, Tadeu de Araújo Dias, reforçou a importância da fiscalização:
“Toda vez que o fornecedor expõe a população a riscos à saúde e à segurança, o Estado precisa agir com firmeza. O Código de Defesa do Consumidor protege, acima de tudo, a vida e a dignidade das pessoas. A atuação integrada dos órgãos de fiscalização demonstra a força do poder público quando atua de forma coordenada, garantindo que esses direitos fundamentais sejam respeitados.”
Como denunciar à Vigilância Sanitária da Paraíba?
Qualquer cidadão pode denunciar situações semelhantes de forma sigilosa.
Sendo assim, para denunciar à Vigilância Sanitária da Paraíba, você pode contatar a Agência Estadual de Vigilância Sanitária (Agevisa) através do telefone (83) 3218-5927.
Você também pode entrar em contato com a Ouvidoria Geral do Estado da Paraíba através do telefone 0800.021.2310.
Conclusão:
Em suma, o flagrante em Santa Rita expôs o descaso de uma distribuidora com a saúde pública e reforçou a necessidade de fiscalização constante.
Quinze toneladas de alimentos impróprios foram retiradas de circulação antes que colocassem vidas em risco.
Inclusive, a Vigilância Sanitária agiu com firmeza, mostrando que lucro não pode se sobrepor à segurança do consumidor.
Por fim, denunciar é um ato de cidadania e proteção coletiva. Mas, para saber mais sobre outros casos e até decretos da ANVISA, clique aqui. *
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