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Na produtora Eyeworks Cuatro Cabezas, onde é realizado o “CQC”, a notícia do acerto do “Pânico” com a Band causou espanto e, neste primeiro momento, preocupação. Para além dos ciúmes, na visão de quem faz o programa, a chegada do humorístico comandado por Emilio Surita enfraquece a atração apresentada por Marcelo Tas.

Tanto do ponto de vista comercial, quanto de conteúdo, há mais pontos de contato do que diferenças entre os dois programas, configurando concorrência.

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Ambos costumam frequentar os mesmos eventos em busca de entrevistas engraçadas com celebridades, artistas e esportistas. É verdade que o “CQC” se diferencia pelo peso maior dado a assuntos que envolvem políticos, mas mesmo neste terreno o “Pânico” já andou se aventurando com o mesmo estilo zombeteiro.

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O “Pânico” é exibido aos domingos, um dia antes do “CQC”. Na mesma emissora, não fará muito sentido os dois programas exibirem matérias feitas nos mesmos locais, com os mesmos personagens.

Outra preocupação dos “homens de preto” diz respeito ao fato de o “Pânico” ser uma atração muito mais popular, cuja audiência supera de longe a do “CQC”.

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O principal nome da Eyeworks Cuatro Cabezas no Brasil, o argentino Diego Guebel, é hoje diretor-artistico da Band. A produtora é responsável por inúmeros programas e projetos na emissora paulista – além do “CQC”, “A Liga”, “Polícia 24 horas”, “Agora É Tarde”, “Mulheres Ricas” e o infantil de Marcelo Tas, que estreia em 2012.

Outros três argentinos trabalham na sede da produtora no Brasil, cuidando destes programas. O mais bem-sucedido, do ponto de vista comercial e de audiência, é justamente o “CQC”. Daí o estranhamento dentro da empresa com o acerto feito pela Band com o “Pânico”.

As arestas deverão ser aparadas nas próximas semanas. Já no domingo 26 haverá uma oportunidade de ver como vão se comportar as equipes dos dois programas. “Pânico” e “CQC” estavam se preparando para enviar equipes a Los Angeles, para a cobertura do Oscar.

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Mauricio Stycer / UOL