E uma das marcas mais poderosas do setor de telecomunicações, tão popular quanto uma Vivo no Brasil, entrou com o pedido de falência voluntária no Peru.

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Ou seja, esse processo ocorre quando a própria empresa alega não ter condições de continuar.

Trata-se da Telefónica del Perú, a qual ganhou notoriedade ao longo dos anos no país latino americano.

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Além disso, ela vendeu o negócio por menos de US$ 1 milhão, considerada uma verdadeira pechincha no mundo dos negócios e uma mixaria para o bolso da detentora.

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A transação, realizada em 13 de abril de 2025, envolveu a venda completa da unidade para a Integra Tec International, sinalizando uma reestruturação drástica da companhia em território latino-americano.

A Telefónica Peru agora tem um novo dono e é a Integra Tec (Foto: Reprodução/ El Popular | Nicole Gonzales)
A Telefónica Peru agora tem um novo dono e é a Integra Tec (Foto: Reprodução/ El Popular | Nicole Gonzales)

Sendo assim, a partir de informações do portal Convergência Digital, a equipe especializada em economia do TV Foco lista abaixo as razões por trás desse adeus e o que esperar daqui para frente.

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Afundada em crise

Desde fevereiro de 2025, a Telefónica del Perú entrou com pedido de falência voluntária no Indecopi, o órgão de defesa da concorrência e da propriedade intelectual do Peru.

A companhia justificou a medida com base em disputas fiscais antigas e decisões regulatórias desfavoráveis que, segundo a empresa, tornaram sua operação local “competitivamente inviável”.

A fim de manter a operação funcionando enquanto negociava uma saída, a Telefónica Hispanoamérica concedeu um empréstimo emergencial à subsidiária peruana.

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Telefónica Hispanoamérica (Foto Reprodução/Internet)
Telefónica Hispanoamérica (Foto Reprodução/Internet)

Mesmo assim, a busca por compradores não era nova. De acordo com a Bloomberg, a empresa já havia tentado vender a unidade anteriormente, sem sucesso.

Venda por “mixaria”

Conforme mencionamos, no último domingo, 13 de abril, a Telefónica fechou a venda da Telefónica del Perú por PEN 3,7 milhões (cerca de US$ 991.768) com a Integra Tec International:

  • O acordo cobriu 100% da participação da Telefónica no negócio, incluindo um empréstimo adicional concedido à operação como parte do processo de falência.
A venda da Telefónica Peru foi considerada simbólica, uma vez que os valores da transação foram bem abaixo do que seria em outras circunstâncias (Foto Reprodução/Internet)
A venda da Telefónica Peru foi considerada simbólica, uma vez que os valores da transação foram bem abaixo do que seria em outras circunstâncias (Foto Reprodução/Internet)
  • No entanto, o valor é considerado bem abaixo do que ela valeria em termos tradicionais.
  • A operação atende a mais de 13 milhões de clientes e, além disso, conta com uma linha de crédito de PEN 1,5 bilhão, obtida durante o trâmite do processo falimentar.
  • Como parte do acordo, também houve transferência indireta do controle sobre as ações da operadora rural Internet para Todos.

Novo comando e promessa de reestruturação

A Integra Tec, holding argentina especializada em reestruturação de empresas em dificuldade, anunciou Germán Ranftl como o novo presidente da Telefónica del Perú.

Elena Maestre continuará à frente da equipe executiva local.

Em nota, a Telefónica Hispanoamérica destacou que a compradora traz “ampla experiência” nos setores de:

  • Telecomunicações;
  • Mídia;
  • Energia;
  • Recuperação de ativos problemáticos na América Latina.

Onde mais a Telefónica vendeu suas operações?

A operação no Peru não é um caso isolado. A Telefónica já vendeu sua unidade na Argentina, mas o negócio ainda enfrenta trâmites na Justiça.

Rumores do setor apontam que as próximas a entrarem no mapa de venda são as operações no México e na Colômbia.

Essa movimentação acontece sob o comando de Marc Murtra, novo CEO da Telefónica, que busca focar em mercados considerados estratégicos e rentáveis, especialmente na Europa.

Conclusão:

A venda da operação peruana por um valor quase simbólico evidencia o colapso da estratégia da Telefónica na América Latina.

O ambiente regulatório instável e as dívidas acumuladas inviabilizaram a continuidade da operação.

Por fim, o processo de reestruturação pode virar um modelo para outras unidades deficitárias da companhia.

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