Chegou a vez dos perfumes: ANVISA proíbe produto de marca popular após risco

ANVISA proíbe perfume de marca popular em 2026 por irregularidades sanitárias. Entenda o motivo e o posicionamento da empresa.

24/04/2026 às 11:45 · Tempo de leitura: 7 minutos

ANVISA proíbe perfume íntimo (Foto Reprodução/Montagem/Lennita/Tv Foco/Canva/GMN)

ANVISA proíbe perfume de marca popular em 2026 por irregularidades sanitárias. Entenda o motivo, o posicionamento da empresa e os riscos envolvidos

Embora produtos como perfumes e itens de beleza diferenciados ajudem a impulsionar vendas, nem sempre cumprem as exigências sanitárias necessárias para circular no país. Foi justamente nesse cenário que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) tomou uma decisão que acendeu o alerta no mercado.

Em uma publicação registrada no Diário Oficial da União, em 22 de abril de 2026, o órgão determinou a proibição e o recolhimento de uma dessas marcas após identificar irregularidades na sua classificação e regularização.

ANVISA (Foto Reprodução/Internet)

Não é o que parece?

A medida atinge diretamente produtos comercializados com diferentes fragrâncias, como maçã do amor, chocolate e morango, fabricados pela empresa Apinil Indústria e Comércio de Cosméticos.

Segundo a Anvisa, houve classificação indevida do produto como cosmético, o que levou ao cancelamento da sua regularização sanitária.

Na prática, isso significa que o item não atendia aos critérios técnicos exigidos para esse tipo de produto.

Diante disso, a agência determinou:

  • Proibição da fabricação;
  • Proibição da comercialização;
  • Proibição da distribuição;
  • Proibição da propaganda;
  • Proibição do uso.

Além disso, todos os produtos ficaram de ser retirados do mercado por meio de recolhimento.

Onde está o problema?

A irregularidade central identificada pela ANVISA está na forma como o produto foi apresentado ao consumidor.

A classificação de um item como cosmético exige que ele siga regras específicas de segurança, rotulagem e finalidade de uso.

Quando essa classificação ocorre de forma incorreta, o produto pode:

  • Não passar por avaliação adequada;
  • Não apresentar informações claras de uso;
  • Expor o consumidor a riscos não analisados.

Esse tipo de falha é considerado infração sanitária e justifica a retirada imediata do produto do mercado.

Perfume íntimo da Apinil (Foto Reprodução/Internet)

Defesa da empresa

A Apinil Cosméticos apresentou posicionamento oficial após a decisão.

Em nota, a empresa afirmou que o produto não foi desenvolvido para aplicação direta na pele, mas sim para uso em tecidos, especialmente roupas íntimas, apesar da nomenclatura utilizada na embalagem.

A companhia também informou que vai cumprir integralmente a determinação da ANVISA, suspendendo a fabricação e a comercialização dos itens afetados.

Importância da marca no mercado

A Apinil Indústria e Comércio de Cosméticos atua no segmento de fragrâncias e produtos voltados ao público adulto, com presença relevante em vendas online e apelo comercial baseado em diferenciação de aromas.

Esse tipo de produto ganhou espaço justamente por explorar nichos específicos dentro do mercado de beleza, o que amplia seu alcance.

O que o consumidor deve fazer?

Caso o consumidor tenha tido contato direto com esse produto em questão, a ANVISA deixa claro que devem:

  • Interromper imediatamente o uso do produto;
  • Não adquirir itens com rotulagem duvidosa;
  • Verificar se o cosmético possui regularização;
  • Buscar informações em canais oficiais antes da compra;

Até porque produtos sem registro ou com classificação inadequada não passam por avaliação completa de segurança.

Vale destacar também que a decisão da ANVISA permanece ativa em todo o território nacional e tem como objetivo retirar do mercado produtos que não atendem às exigências legais.

O caso reforça um ponto essencial: mesmo itens considerados simples, como perfumes, precisam cumprir regras técnicas rigorosas para garantir segurança ao consumidor.

Mas, para mais proibições e normas da ANVISA, clique aqui*.

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