
A novela “América” foi uma tentativa de Gloria Perez de falar sobre a imigração nos EUA, mas a autora acabou se tornando refém de uma das protagonistas mais burras de todas as suas tramas (e olha que nessa lista entra a Morena de “Salve Jorge”). Vamos relembrar a Sol, interpretada brilhantemente por Déborah Secco.
Quando criança, Sol ganhou um daqueles globos de neve vendidos no Natal e teve uma certeza implantada em sua mente: “quero ir aos Estados Unidos”. Ela cresceu, desenvolveu dotes de uma bela mulher, mas nada tirava da cabeça daquela menina o sonho de se mudar para a terra da oportunidade.
A Sol era uma personagem muito ruim, mas igualmente divertida por isso. Em uma das primeiras vezes que ela foi pega tentando atravessar a fronteira do México, ela estava prensada em um porta-luvas de um carro velho abraçada apenas ao globo de neve. E o adorno teria mais uma participação na história: quando Sol estava para se casar com Tião (Murilo Benício), ela largou o noivo no altar e tirou o globo de dentro do buquê para sair correndo em direção à terra do Tio Sam.
O grande amor de Sol, Ed (Caco Ciocler), ela viria a conhecer nos EUA depois de uma cena surreal com a personagem saindo de dentro de uma caixa diante do então noivo de Miss May (Camila Morgado). Peraí, eu falei em cena surreal? Esqueça isso, porque o momento mais fantástico de “América” foi quando Sol chegou em um barquinho em Miami, após enfrentar uma tempestade. Mesmo após todas as ameaças climáticas, Sol conseguiu chegar bem na praia que ela queria e com o cabelo impecável.
No fim da novela, Sol ficou com Ed mesmo e Tião arranjou uma outra mulher, e todo mundo ficou feliz. Quer dizer, menos o personagem do Bruno Gagliasso, que teve o beijo gay censurado no último capítulo.
Portal POP – Blog Coisas de Novela – Fábio Gárcia
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