O “Plantão da Globo” invadiu a programação com um acidente nuclear que deixou milhões de pessoas assustadas em todo o mundo

O “Plantão da Globo” é até hoje uma das formas mais aterrorizantes que a emissora encontrou para chamar atenção do público para assuntos de extrema importância. Em 1986, a emissora ficou desesperada por obter notícias sobre o acidente nuclear de Chernobyl, mas assim como o resto do mundo foi barrada pela União Soviética, que não queria admitir que houve uma explosão em um reator.

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Apesar das dificuldades de comunicação, o “Plantão da Globo” entrou no ar para atualizar o público sobre os acontecimentos, mesmo que tudo ainda fosse bastante raso. Cid Moreira ainda era apresentador do “Jornal Nacional” e foi o responsável para passar as principais informações.

A emissora colocou os correspondentes Silio Boccanera, Renato Machado e Luís Fernando Silva Pinto para conseguirem mais detalhes da explosão de Chernobyl, que até hoje é conhecida como a pior que já aconteceu no mundo. Os repórteres detalharam o pavor que moradores da Ucrânia sentiam na época, além do medo de moradores da Suécia, que também foram afetados.

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Conforme as notícias iam chegando através de agências de comunicação europeias e de noticiários americanos, que obtiveram imagens de satélite, o “Plantão da Globo” ia entrando no ar para atualizar a população brasileira, que estava apavorada com o acontecido inédito.

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TERROR EM VÁRIAS CIDADES

A Ucrânia não permitiu a entrada de jornalistas no país, mas a Globo tratou de colocar o repórter Renato Machado, que na época trabalhava no escritório da Globo em Londres, em Upsala, na Suécia, uma das cidades atingidas pela nuvem radioativa. A nuvem pairou pela cidade e ficou instalada por lá ao longo dos dias.

OUTROS TEMPOS

O “Plantão da Globo” ainda não tinha o formato que é conhecido hoje, com a trilha tenebrosa e a vinheta de câmeras em volta do globo. Naquela época, existia o “Plantão JN”, que invadia a programação em qualquer horário do dia com informações extraordinárias. O plantão que conhecemos atualmente só existiu no início dos anos 1990, quando a emissora encomendou uma trilha para ser usada em momentos de tensão.

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Cid Moreira na bancada do "Jornal Nacional" (Foto: Divulgação/TV Globo)

Cid Moreira na bancada do “Jornal Nacional” (Foto: Divulgação/TV Globo)

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