O “Pânico” possui coisas excelentes e o mérito de ter conquistado o seu espaço na competitiva TV dos dias atuais, saindo da mesmice que já há alguns anos tomava conta dos programas de humor.

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O que antes se limitava ao rádio, foi transplantado para o vídeo, inclusive revelando talentos que o telespectador não conhecia, como Márvio Lúcio, Carioca, Wellington Muniz, Marcos Chiesa – Bola, Rodrigo Scarpa, Evandro Santo, Eduardo Sterblitch, Daniel Zukerman e Sabrina Sato, entre os principais, todos sob a segura liderança do Emílio Surita.

Curioso é que desde o começo da Rede TV!, as qualidades do programa desaparecem no instante em que são cometidos exageros. Foi assim numa brincadeira de triste memória com a atriz Laura Cardoso ou em outras passagens lamentáveis com Carolina Dieckmann, Netinho e Victor Fasano.

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Percebe-se, até com certa facilidade, que a sua equipe perde completamente o foco quando se registra alguma alteração, por menor que seja, nos índices do Ibope. O abuso ou excesso sempre vem depois disso. Foi o caso de domingo, com o velório e enterro do “Silvio Santos”. Deixando o desrespeito de lado, qual, de verdade, foi a graça daquilo? Poucas vezes se viu alguma coisa de tamanho mau gosto, que só fez por aumentar a sua taxa de rejeição. Deu 7 de média, mais do que merecia para uma noite tão infeliz.

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O “Pânico” precisa se reinventar. Ou talvez voltar ao seu começo.

Flavio Ricco/ UOL

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