Pode te matar: Renata Vasconcellos para JN com proibição da Anvisa contra produto n°1 no Brasil

Tv Foco mostra hoje atrizes brasileiras dos anos 1990 já chegaram aos 50 anos, mas continuam arrancando suspiros por onde passam.

08/11/2024 às 15:28 · Tempo de leitura: 7 minutos

Renata Vasconcellos no Jornal nacional da Globo e Anvisa (Reprodução - Internet)

A apresentadora do Jornal Nacional, Renata Vasconcellos, paralisou o jornalístico ao cravar uma notícia de proibição da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) contra um produto popular.

Acontece que, conforme apurado pelo TV FOCO, segundo Renata Vasconcellos, em maio, a Anvisa decidiu por unanimidade manter a proibição dos cigarros eletrônicos no Brasil.

A Anvisa decidiu por manter a proibição da importação, fabricação e comercialização dos produtos. Essa medida se deu após uma consulta pública e alerta dos médicos para os riscos à saúde.

Agência mantém proibição do cigarro eletrônico

  • Em maio, houve um dia inteiro de reunião para a decisão da Anvisa;
  • Houve a apresentação de 80 vídeos de representantes da sociedade civil;
  • Conforme o Jornal Nacional, o presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco, Iro Schunke, defendeu a liberação dos cigarros eletrônicos;
  • Já a presidente da Sociedade Brasileira de Pneumologia, Margareth Dalcolmo, apresentou estudos científicos sobre o alto risco dos cigarros eletrônicos à saúde.

Riscos do cigarro eletrônico

Margareth falou sobre os riscos do produto. “O vício é muito grande e a concentração de nicotina é enorme, e a nicotina é uma substância altamente viciante. Nós sabemos o que eles contêm” começou.

“Então, nós sabemos que há substâncias que são causadoras das chamadas doenças pulmonares crônicas obstrutivas, como há substâncias como benzopireno e outras substâncias que são altamente cancerígenas.”

“E nos cigarros eletrônicos, em todos esses dispositivos, nós sequer conhecemos a composição das centenas de substâncias químicas, eventualmente metais pesados, dos quais se compõem esses dispositivos”, diz ela.

Desde 2009, a Anvisa proíbe comercializar, importar, fabricar ou fazer propaganda de qualquer dispositivo eletrônico para fumar, devido os graves riscos à saúde.

No entanto, acaba sendo muito comum encontrar muitos usando vapes, pods e cigarros eletrônicos. Os dados mais recentes mostram que já são quase 3 milhões de usuários no país, a maioria jovens.

Entre os riscos do cigarro eletrônico estão:

  • Dependência do nicotino;
  • Doenças respiratórias como, bronquite e pneumonia;
  • Problemas cardíacos;
  • Embora não haja evidências conclusivas, há preocupações de que os cigarros eletrônicos aumentem o risco de câncer;
  • Explosões e queimaduras;
  • Pode afetar o desenvolvimento cerebral em adolescentes e jovens adultos;
  • Pode causar náuseas, vômitos e até mesmo convulsões;
  • Riscos para gestantes;
  • Interferência com medicamentos;
  • Entre outros efeitos que podem ser causados pelo uso contínuo.

Presidente da Anvisa e AMB fala sobre o produto

Antonio Barra Torres, presidente da Anvisa, disse que avaliou o impacto da liberação dos cigarros eletrônicos no mundo e votou para que a proibição seja mantida no Brasil.

“Constitui nosso dever, compromisso com a ciência em respeito à missão da Anvisa. Por fim, concluo que a consulta pública realizada não trouxe fato ou argumento cientifico que alterasse o peso das evidências já ratificadas por esta colegiada anteriormente.

Sendo que a regulamentação proposta segue por manter proibida a fabricação, importação, comercialização, distribuição, o armazenamento, o transporte, propaganda de dispositivos eletrônicos para fumar em adição ao fortalecimento de medidas que versam pelo combate dos dispositivos eletrônicos para fumar supracitas”, justifica Barra Torres.

Após a decisão, a Associação Brasileira da Indústria do Fumo afirmou, em nota, que “a proibição dos cigarros eletrônicos não protegeu os consumidores brasileiros do descontrole do mercado ilegal”.

Dessa forma, a Associação Médica Brasileira ressaltou que é fundamental que a população seja esclarecida dos riscos para a saúde. “É proibir e conscientizar que não se use. Só a proibição não adianta.”

“Então, nós temos, realmente, que ter uma campanha de educação, conscientização na juventude para que não se inicie no cigarro eletrônico e que deixem de fumar”, afirma Ricardo Meirelles, da AMB.

Considerações finais

A Anvisa decidiu por manter a proibição da importação, fabricação e comercialização dos cigarros eletrônicos no Brasil, tendo em vista o grande mal que esse produto causa à saúde.

Como fazer uma denúncia para a Anvisa?

Você pode fazer uma denúncia para a Anvisa assim:

  • pelo site da Ouvidoria;
  • pelo telefone 0800 64 29782;
  • pessoalmente em qualquer unidade da Vigilância Sanitária do seu estado; ou
  • pelo aplicativo ‘Fale com a Ouvidoria’.

Veja também mais uma notícia sobre uma proibição da Anvisa CLICANDO AQUI.

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