Por que O Outro Lado do Paraíso foi um fenômeno de audiência
Tv Foco mostra hoje atrizes brasileiras dos anos 1990 já chegaram aos 50 anos, mas continuam arrancando suspiros por onde passam.
Clara (Bianca Bin) e Sophia (Marieta Severo) em cena de O Outro Lado do Paraíso (Foto: Globo/Rafael Campos)
Clara (Bianca Bin) e Sophia (Marieta Severo) em cena de O Outro Lado do Paraíso
(Foto: Globo/Rafael Campos)
Fenômeno de público no horário nobre da Globo, O Outro Lado do Paraíso chega ao fim nesta sexta-feira (11) disputando com Avenida Brasil e Fina Estampa o posto de melhor ibope da década. Mas, afinal, porque uma trama com história simples e repleta de furos e soluções mirabolantes deu tanta audiência?
Inicialmente, podemos colocar a trama principal, da mocinha Clara (Bianca Bin). É uma clássica história de vingança (baseada em O Conde de Monte Cristo, segundo o próprio Walcyr Carrasco), o que sempre rende bons índices de audiência, assim como aconteceu com Avenida Brasil (2012), onde Nina (Débora Falabella) se vinga da madrasta Carminha (Adriana Esteves).
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Porém, ao contrário do folhetim de João Emanuel Carneiro, O Outro Lado do Paraíso abusou dos furos no roteiro. Neste caso, a audiência pode ser explicada pelo perfil do telespectador que acompanha a novela das nove: 49% é da classe C, e 43% tem mais de 50 anos*. Ou seja: um público que costuma presar mais pelo entretenimento.
Mesmo fugindo da lógica em vários momentos, Carrasco entregou com O Outro Lado do Paraíso o que a audiência das 21h quer ver: uma trama mastigada (que entrega a história sem precisar pensar muito) e cheia de reviravoltas com embate entre vilões e mocinhos.
*Dados do Ibope de março de 2018.
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