Por que sonhamos? Ciência explica o que eles querem dizer
Sonhos são apenas mensagens simbólicas ou há explicações científicas para sua existência? Veja o que diz a neurociência e como eles se formam
Veja o que a ciência diz sobre os sonhos (Foto Reprodução/Montagem/Lennita/Tv Foco/Canva/GMN)
Sonhos são apenas mensagens simbólicas ou há explicações científicas para sua existência? Veja o que diz a neurociência, como eles se formam e o que fazer para evitar pesadelos
Muitos se perguntam:Qual é o real significado dos sonhos?Seriam sinais do inconsciente, presságios ou um reflexo das experiências do dia?
Ou será que existe uma base científica concreta que explique por que sonhamos?
A curiosidade sobre esse fenômeno acompanha a humanidade há séculos, mas os estudos da neurociência contemporânea oferecem respostas mais precisas — ainda que não definitivas.
O que a ciência já sabe sobre os sonhos
De acordo com o portal National Geographic Brasil, a ciência aponta que os sonhos são experiências mentais que ocorrem especialmente durante as fases:
- REM (movimento rápido dos olhos);
- NREM (movimento não rápido dos olhos) do sono.
E, conforme exposto pela Associação Americana de Psiquiatria (APA), as características dos sonhos variam conforme a fase do sono em que ocorrem.
- Na fase REM, os sonhos tendem a ser mais intensos visualmente, emocionalmente carregados e realistas.
- Já no NREM, predominam pensamentos mais abstratos e menos imagens visuais.
Mais estudos:
Já estudos nas décadas de 50 e 60 estabeleceram a base do estudo neurocientífico dos sonhos, conectando essas experiências aos processos cognitivos.
Apesar disso, de acordo com a Divisão de Medicina do Sono da Faculdade de Medicina de Harvard, o verdadeiro motivo de sonharmos ainda é um enigma.
O consenso atual entre pesquisadores é que os sonhos participam da organização emocional do cérebro e do armazenamento de memórias, agindo como um mecanismo de adaptação e processamento das vivências do cotidiano.
Uma das teorias mais relevantes, apresentada na revista científica Frontiers in Psychology (2019), propõe que o sono REM contribui diretamente para o controle emocional, permitindo que o cérebro simule situações reais e desenvolva estratégias de enfrentamento.
Assim, sonhar não seria um fenômeno aleatório, mas sim um processo neurobiológico funcional.
Como evitar pesadelos?
Apesar de os sonhos cumprirem funções cognitivas e emocionais, os pesadelos recorrentes podem impactar negativamente o bem-estar e a saúde mental.
Eles costumam estar ligados ao estresse, ansiedade, traumas ou distúrbios do sono. A boa notícia é que existem formas eficazes de reduzi-los:
- Estabeleça uma rotina de sono com horários regulares para dormir e acordar;
- Evite cafeína, álcool e telas eletrônicas antes de dormir, que prejudicam a qualidade do sono;
- Adote práticas de relaxamento noturno, como meditação, leitura leve ou respiração profunda;
- Procure orientação médica se os pesadelos forem frequentes;
- Em alguns casos, a Terapia de Ensaio Imaginativo (IRT) pode ser indicada, com base na reprogramação mental dos sonhos ruins.
Conclusão:
Em suma, a ciência já compreende parte do funcionamento cerebral relacionado aos sonhos, mas a razão exata de sonharmos ainda permanece sem resposta definitiva.
Evidências apontam que os sonhos estão ligados à regulação emocional e à consolidação de memórias. Já os pesadelos, embora comuns, podem ser prevenidos com medidas práticas e, em casos persistentes, com apoio terapêutico especializado.
A investigação continua — e, por ora, sonhar segue sendo um dos aspectos mais complexos e fascinantes da mente humana.
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