
Empresa tem falência exigida na justiça (Foto: Divulgação)
Manter uma grande empresa na ativa pode ser um trabalho árduo. Como se sabe, por vários motivos uma empresa pode decretar falência e assim, terminar sua história no mercado. Geralmente, esse processo é decretado pela justiça.
Mas, a empresa pode entender que não vai conseguir arcar com seus compromissos financeiros e a própria pede falência na justiça. Quando ainda tem chances de se recuperar, o empreendimento opta por recuperação juficial.
Contudo, a empresa que vamos falar hoje, teve a falência decretada pela justiça. Em 2022, todos foram pegos de surpresa com a falência da MWL, empresa que atuava no mercado de rodas, eixos e outros forjados para os setores de transporte ferroviário e metroviário.
Conforme informações do G1, a justiça resolveu decretar a falência após a empresa parar de realizar os pagamentos dos funcionários. Ela estava em recuperação judicial e acabou não conseguindo se reerguer. Na ocasião, a solicitação de falência foi feita pela Brasil Trustee Administradora Judicial.

Interior da fábrica MWL – Foto: Roosevelt Cássio
Além disso, com a falência, os 220 funcionários da empresa foram dispensados. Afim de ajudar, o Sindicato dos Metalúrgicos fez questão de ficar a frente para orientar os profissionais a respeito das verbas rescisórias.
Como se sabe, a lei obriga que o pagamento dos direitos trabalhistas seja prioridade. Isso quer dizer, que qualquer dinheiro que a empresa tenha, o foco será quitar as dívidas de salários e rescisões em primeiro lugar, antes de quitar outras dívidas da empresa.

Ex-funcionários da WML (Foto: Rodrigo Correia/Sindmetal SJC)
Conforme informações do site Brasil de Fato divulgada no último dia 23 de outubro, a empresa Zona da Mata Mineração entrou com um pedido de recuperação judicial e falência. Ela atuava, desde 2019, nas cidades de Teixeira e Pedra do Anta. O pedido ocorreu após a Justiça suspender as atividades da mineradora por crimes ambientais.
De acordo com a reportagem do site, a Superintendência Regional de Meio Ambiente da Zona da Mata (Supram-ZM), constatou em julho deste ano, que a empresa cometeu três crimes ambientais: desmatamento ilegal de dois hectares de mata nativa; expansão da área diretamente afetada (ADA), ou seja, abertura de lavra sem licenciamento ambiental; e disposição de rejeito em cava sem licenciamento.

ZMM entrou com um pedido de falência após cometer crimes ambientais (Foto: Divulgação)