Programa chega ao fim e Globo promove funeral para comemorar

Fundação Roberto Marinho, ligada ao Grupo Globo, sofre grave acusação do prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (Foto: Reprodução)

Marcelo Adnet e Marcius Melhem no Tá no Ar: A TV na TV. (Foto: Divulgação)
O Tá no Ar: a TV na TV vai se juntar à eternidade no rol de programas de humor. Um festivo cortejo de despedida, no melhor estilo nonsense e desconstruído do humorístico, marca seu encerramento, no episódio da próxima terça-feira, dia 09. Contrariando o imaginário comum de um funeral, o luto passa longe e dá lugar a alegria e muita cor. Na gravação da cerimônia, que mobilizou os Estúdios Globo e contou com cobertura especial de Pedro Bial, elenco e equipe entoaram marchinhas de Carnaval e músicas das seis temporadas do programa em torno do caixão do ‘Tá no Ar’, celebrando o fechamento de um ciclo.
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Vinte estandartes com fotos dos personagens mais emblemáticos lembram a trajetória do programa e coroas de flores enviadas por outras atrações da Globo compõem o ritual, além de rosas, gérberas, margaridas e monsenhores coloridos.

Marcelo Adnet como Jair Bolsonaro em sátira de Chaves do Tá no Ar
(Foto: Reprodução/Globo)
No episódio, Pedro Bial acompanha todo o cortejo e entrevista nomes do elenco, como Marcius Melhem e Marcelo Adnet, que também são redatores finais. “Não é exagero falar sobre a importância do ‘Tá no Ar’. É um marco na história do humor da televisão brasileira. Marcou um ‘antes’ e um ‘depois’. Acho maravilhosa a ideia de haver um funeral do programa. É raro a gente ver essa coragem e dignidade. Evidentemente, quem sabe morrer vai renascer. O ‘Tá no Ar’, com esse nome como tal, acaba, mas para essa moçada que faz esse humor, é só um começo. Ainda vamos dar muita risada e, principalmente, pensar muito a partir do trabalho deles”, destaca Pedro Bial.
Recordista de participações no programa, com quatro aparições, Fátima Bernardes não poderia faltar nesse momento. “Eu amo o programa! Espero que permaneça vivo esse estilo provocador e irreverente. Participei de tanta coisa… A mais difícil, para mim, foi a do Kill Bill porque eu tinha um personagem, tinha que encenar, fazer caras, lutar. Foi muito divertido! Vou guardar a lembrança com enorme carinho”, declara.