Adeus aos R$1621? Proposta de salário mínimo de R$1800 é enviada a Jerônimo na Bahia
Salário mínimo baiano: proposta enviada ao governador Jerônimo sugere piso regional de R$ 1.800; Entenda como ela funciona e o que falta.
Governador da Bahia, Jerônimo, recebe proposta de aumento do salário mínimo (Foto Reprodução/Montagem/TV Foco/Lennita/Canva/ Bruno Peres/Agência Brasil)
Salário mínimo baiano: Proposta sugere piso regional de R$ 1.800; Entenda o projeto e o que falta para ele virar realidade
A realidade de quem vive com o salário mínimo no Brasil é de malabarismo diário para fazer o dinheiro render até o fim do mês. Ciente do custo de vida elevado, uma nova proposta quer mudar esse cenário para os trabalhadores da Bahia.
Seguindo o exemplo de estados do Sul e do Sudeste, o estado avalia deixar para trás o piso nacional e criar o seu próprio “salário mínimo baiano”, estipulado em R$ 1.800.
A sugestão foi apresentada formalmente ao governador Jerônimo Rodrigues (PT).
Se aprovada, a medida representará um ganho real de R$ 179 a mais por mês no bolso do trabalhador em relação ao piso nacional atual, que é de R$ 1.621.
Abaixo, com base em informações oficiais, explicamos como a proposta funciona, quem ela beneficia e quais estados já adotam esse modelo.
O que é a proposta do “salário mínimo baiano”?
A iniciativa partiu do deputado federal Leo Prates (PDT-BA), que protocolou uma Indicação (INC 95/2026) na Câmara dos Deputados direcionada ao Governo da Bahia.
De acordo com informações divulgadas pela imprensa local, a proposta sugere que o Executivo baiano realize estudos técnicos para implementar um piso salarial regional.
O objetivo principal é aumentar o poder de compra da população local e, consequentemente, aquecer a economia do estado por meio do consumo.
O parlamentar defende que a Bahia possui uma economia robusta e capacidade financeira para adotar a medida, garantindo mais dignidade para trabalhadores formais, terceirizados e empregados domésticos que não possuem piso salarial definido por sindicatos.
Como a medida pode sair do papel?
Por se tratar de uma indicação parlamentar, o projeto funciona atualmente como uma sugestão política.
O próximo passo depende exclusivamente do governador Jerônimo Rodrigues.
Cabe ao chefe do Executivo estadual avaliar a viabilidade técnica e o impacto fiscal da medida.
Caso o governo dê o aval, um projeto de lei oficial será elaborado e encaminhado para votação na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA).
Se os deputados estaduais aprovarem, a Bahia passará a ter o seu salário mínimo próprio.
Como funciona no Rio Grande do Sul?
Para estruturar a proposta baiana, o projeto utiliza como parâmetro o modelo de valorização adotado pelo Rio Grande do Sul.
O estado gaúcho divide a categoria em 5 faixas; Confira abaixo os valores vigentes como referência:
- Faixa 1: R$ 1.884,75: Trabalhadores da agricultura, pecuária, empregados domésticos, construção civil e motoboys;
- Faixa 2: R$ 1.928,15: Indústrias do vestuário, calçados, serviços de saúde e telemarketing;
- Faixa 3: R$ 1.971,89: Indústrias de alimentação, mobiliário e comércio em geral;
- Faixa 4: R$ 2.049,76: Indústrias metalúrgicas, gráficas, vigilantes e auxiliares de administração escolar;
- Faixa 5: R$ 2.388,50: Trabalhadores técnicos de nível médio.
Quais estados já pagam um salário mínimo maior em 2026?
Caso a proposta seja aceita, a Bahia se juntará a um grupo seleto de estados que exercem o direito constitucional de estipular pisos regionais superiores ao salário mínimo nacional de R$ 1.621.
Veja o panorama atual no país:
- Paraná: Faixas que variam de R$ 2.105,34 a R$ 2.407,90;
- São Paulo: Recentemente atualizado e aprovado pela Alesp no valor de R$ 1.874;
- Rio Grande do Sul: Varia de R$ 1.884,75 a R$ 2.388,50;
- Santa Catarina: Vai de R$ 1.842 a R$2.106,00;
- Rio de Janeiro: Por seguir sem atualização, ele vai de R$ 1.621,00 a R$ 3.158,96, a depender da categoria profissional.
MAS ATENÇÃO!
É importante destacar que o “salário mínimo baiano” ainda não foi adotado de forma definitiva.
Como a medida chegou ao Executivo em formato de indicação, o Governo da Bahia precisa primeiro realizar um estudo aprofundado sobre a possibilidade real de implementação, avaliando os impactos financeiros tanto nas contas públicas quanto no setor privado local.
Para acompanhar o andamento dos estudos técnicos e verificar se o piso estadual será de fato sancionado, os cidadãos baianos podem se manter informados diretamente por meio do portal oficial do estado da Bahia, onde são publicadas todas as decisões, decretos e novidades do poder executivo.
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