Eva Wilma retorna em carta psicografada após anos da sua morte e expõe recado do outro lado para que o público entenda sua partida aos 87 anos

Em 15 de maio de 2021 o país se despediu da grandiosa atriz Eva Wilma, que nos deixou aos 87 anos. Por anos ela foi um dos grandes nomes de novelas da Globo e se eternizou na TV brasileira.

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Segundo o G1, ela enfrentava um câncer de ovário e estava internada no Hospital Albert Einstein, na Zona Sul de São Paulo, desde o dia 15 de abril para tratamento de problemas cardíacos provenientes do tumor.

Agora, anos após a sua partida, através de uma carta psicografada divulgada pelo canal O Espiritualista, ela fala em detalhes de sua ida para o outro plano e traz uma reflexão aos que estão na terra.

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Os momentos que antecederam a partida

A atriz começou dizendo que a doença estava lhe atacando aos poucos e a cada dia ela sentia mais os efeitos. Antes, ela citou como foi receber a notícia:

“O diagnóstico, aquela palavra dura, o câncer, soou como um roteiro difícil que eu precisava interpretar, mas desta vez sem a garantia do ‘corta’ ou do ‘vamos repetir’.”

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Então, ela comentou sobre como foi lidar com a doença que lhe deixou sem ar e muito aflita:

“A insuficiência respiratória, meus filhos, é uma aflição que a alma sente com desespero. O ar, esse fluido vital que aspiramos sem dar valor, tornou-se para mim o bem mais precioso e escasso.”

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Então ela disse quando entendeu que tudo estava chegando ao fim: “Chegou o instante em que percebi que os aparelhos, com seus bips rítmicos, eram a única orquestra que me restava.”

Com isso, aos poucos a morte foi se aproximando e era a hora de dizer adeus e enfrentar o outro lado:

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“O quarto foi ficando turvo. Vi o rosto dos meus familiares, senti o amor deles, mas suas vozes foram ficando distantes. Eu, que vivi tantas vidas em uma só, tremi diante da única vida que eu desconhecia: a morte”.

Passagem pelo Umbral

Quando então morreu, Eva Wilma precisou lidar com as consequências de uma vida mudana e por isso, também passou pelo Umbral:

“Acordei em uma paisagem que não reconheci. Não havia luzes, não havia plateia, não havia aplausos. Havia uma névoa cinzenta, úmida, que se agarrava aos meus pés”. Ela entendeu o que era:

“Eu estava no umbral, meus irmãos, não por ter sido má, mas porque meus pensamentos ainda estavam muito presos à matéria, ao ego, à vaidade de ser a grande atriz. Ali, naquele vale de sombras, as máscaras caem. Ninguém me pedia autógrafos”.

No lugar onde a luz não brilha ela viu a sua vida novamente: “Revivi momentos em que a arrogância me dominou, em que preterira o afeto em nome da carreira. A consciência é um espelho implacável naquele lugar”.

O resgate de Eva Wilma

Em meio às trévas, ela viu o auxílio de quem um dia dividiu a vida com ela:

“Foi então que, no meio daquela bruma triste, uma melodia suave começou a ecoar. Parecia música de piano e no centro desta luz vi uma silhueta masculina caminhando. Era ele, era o meu Carlos, o meu Zara, aquele que dividiu a vida e a arte comigo”.

O seu Carlos estava radiante: “Ele não estava velho ou doente como nos últimos dias da matéria. Estava jovem, radiante. Ele estendeu os braços e disse: ‘Minha velha companheira, a peça não acabou, apenas mudou de cenário. Venha'”.

O que ela deixou de ensinamento?

Já ao final da mensagem, ela disse que encontrou a luz e aos que estão na terra, deixou a seguinte reflexão:

“Meus amados, a vida é uma peça de ato único e não permite ensaios. Tudo o que vocês fazem é gravado na fita da eternidade. Não vivam personagens o tempo todo. Tirem as máscaras do orgulho, da vaidade, da autossuficiência. Sejam verdadeiros”.

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