Banco Central confirma intervenção em três bancos. Descubra quais instituições sofreram liquidação extrajudicial e os riscos para o seu dinheiro

O Banco Central do Brasil confirmou a instabilidade financeira de três instituições importantes no cenário nacional, incluindo os casos do Banco Master, BRK Financeira e Portocred. A autoridade monetária executou medidas rigorosas de liquidação extrajudicial após identificar falhas graves de gestão e deterioração patrimonial que comprometeram a solvência dessas empresas.

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A situação agravou-se consideravelmente com a recente prisão e posterior soltura de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, no âmbito da Operação Compliance Zero. As investigações apontam para estratégias de gestão agressivas envolvendo CDBs de alto rendimento e ativos supervalorizados, o que culminou no bloqueio de bens e na suspensão imediata de negociações para a venda do banco.

Crise e liquidação do Banco Master

O Banco Central determinou oficialmente a liquidação extrajudicial do Banco Master para evitar prejuízos maiores ao sistema financeiro nacional. Essa medida dura impõe o bloqueio imediato dos bens dos controladores e paralisa quaisquer tentativas de negociação em curso, inclusive a potencial aquisição pelo grupo Fictor.

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As autoridades identificaram a raiz da crise na captação agressiva de recursos através de juros muito acima da média do mercado. Além disso, a instituição mantinha ativos considerados supervalorizados em sua carteira, como precatórios, o que gerou um cenário insustentável para a operação a longo prazo.

Mesmo após Daniel Vorcaro vender aproximadamente R$ 1,5 bilhão em patrimônio pessoal, o aporte não reverteu a deterioração contábil. O BRB chegou a analisar uma proposta de compra no início de 2025, todavia, o negócio não prosperou após o regulador levantar dúvidas sobre a qualidade real dos ativos.

Ilustração Banco Master
Banco Master (Foto: Divulgação)

Desdobramentos judiciais e soltura

A Polícia Federal prendeu o banqueiro no Aeroporto Internacional de Guarulhos enquanto ele tentava embarcar para Dubai. Contudo, o Tribunal Regional Federal revogou a prisão preventiva na sexta-feira (28), e o executivo deixou a custódia mediante uso de tornozeleira eletrônica na manhã de sábado, conforme informações veiculadas pela CNN Brasil.

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A decisão judicial impõe medidas cautelares estritas, como a retenção de passaportes e a proibição de contato com outros investigados. Essa determinação estende-se também a outros executivos ligados à instituição, que enfrentam acusações de gestão fraudulenta e crimes financeiros no escopo da operação.

O colapso da BRK Financeira

Outra instituição que enfrentou um processo rigoroso de intervenção foi a BRK Financeira, que teve sua liquidação extrajudicial decretada pelo BC. O regulador justificou o ato ao apontar o comprometimento patrimonial severo e violações graves às normas legais que regem o funcionamento do setor bancário.

O cenário evoluiu para uma resolução jurídica definitiva quando a Justiça declarou a falência da empresa em março de 2024. A 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo formalizou a decisão logo após reconhecer a irreversibilidade total da situação financeira da companhia.

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A situação da Portocred

A Portocred enfrentou um destino similar e sofreu intervenção na mesma época que a BRK, afetando cerca de 12 mil credores. A instituição acumulou uma dívida estimada em R$ 521 milhões, o que forçou a autoridade reguladora a nomear um liquidante para conduzir os trâmites internos.

O processo segue um rito específico onde o Banco Central suspende as operações regulares e assume o controle administrativo. Atualmente, a liquidação extrajudicial continua em andamento, enquanto os responsáveis buscam apurar o passivo e organizar os pagamentos possíveis aos credores.

Passos para o consumidor em casos de liquidação

Quando um banco entra em processo de liquidação ou falência, o correntista ou investidor precisa agir com rapidez para garantir seus direitos.

Verifique os procedimentos recomendados abaixo:

  • Confira se o valor investido possui a cobertura do FGC (Fundo Garantidor de Créditos);
  • Reúna todos os documentos que comprovem saldos, extratos e investimentos realizados;
  • Acompanhe os comunicados oficiais emitidos pelo Banco Central e pelo liquidante nomeado;
  • Baixe o aplicativo do FGC para solicitar o pagamento da garantia, caso se enquadre nas regras.

Como proteger o patrimônio de quebras bancárias?

Os investidores devem diversificar seu capital entre diferentes instituições financeiras para mitigar os riscos associados a insolvências pontuais.

Por conseguinte, deve-se sempre verificar se o banco escolhido possui índices de basileia saudáveis e boas notas em agências de classificação de risco antes de aplicar recursos importantes.

Por fim, mantenha as aplicações dentro do limite do FGC, que atualmente cobre até R$ 250 mil por CPF e por instituição financeira.