
Jornalista pioneiro do JH acabou morrendo de câncer (Foto Reprodução/Montagem/TV Foco/Lennita/Globoplay/Globo/Canva/GMN)
A perda de uma voz familiar que nos acompanha diariamente por meio da tela da televisão costuma provocar uma sensação de luto que vai muito além das fronteiras do jornalismo tradicional. Para milhões de brasileiros, almoçar assistindo aos telejornais, como o Jornal Hoje (JH), da Globo, ou acompanhar os gols da rodada no fim de semana, era um hábito compartilhado com um profissional que parecia mais um membro da família devido a tamanha longevidade na TV.
Trata-se do apresentador, locutor e jornalista Léo Batista, que faleceu aos 92 anos de idade, no dia 19 de janeiro de 2026, no Rio de Janeiro, após enfrentar uma batalha contra o câncer causado por um tumor no pâncreas.

Reconhecido por seu tom inconfundível, ele se manteve na ativa por mais de sete décadas, sendo o profissional mais antigo nas telinhas do Plim-Plim, estando em atividade até pouco antes de sua internação.
Abaixo, com base em informações do G1, detalhamos os marcos históricos da carreira de Léo Batista, sua importância na fundação de grandes telejornais e as informações sobre as homenagens finais.
Léo Batista estava internado no Hospital Rios D’Or, localizado na Freguesia, Zona Oeste do Rio de Janeiro, onde vinha recebendo cuidados médicos dedicados.
O diagnóstico do tumor no pâncreas mobilizou amigos, familiares e colegas de profissão, que acompanharam seus últimos dias com profunda admiração pelo seu imenso legado na mídia.
Como forma de permitir que os milhares de fãs prestem suas últimas homenagens ao comunicador, a cerimônia de despedida foi organizada em um local de grande significado para o jornalista:
A trajetória de Léo Batista na Globo começou ainda na década de 70, durante a cobertura da Copa do Mundo do tricampeonato.
Sua versatilidade e competência técnica fizeram com que ele estivesse presente no nascimento de alguns dos programas mais importantes da grade da emissora:

Nascido João Baptista Belinaso Neto no interior de São Paulo, o comunicador adotou o nome artístico “Léo Batista” após uma votação entre colegas nos tempos da Rádio Globo, nos anos 50, porque seu chefe considerava o nome de batismo pouco sonoro para as transmissões de futebol.
Ao longo demais de 70 anos dedicados aos microfones, Léo colecionou momentos marcantes.
Ele foi o responsável por anunciar, em edição extraordinária na Rádio Globo, o suicídio do presidente Getúlio Vargas, em agosto de 1954, fato que ele apontava como a notícia mais marcante de sua vida profissional.
Na TV, além do esporte, cobriu plantões urgentes do Jornal Nacional, substituindo o colega Cid Moreira em coberturas internacionais históricas.
Seu carisma e paixão pelo jornalismo o consagraram como a voz eterna do esporte nacional. Mas, para saber mais sobre outros astros e famosos, clique aqui*.