Metástase no cérebro: Qual apresentador do Fantástico morreu por câncer?

Âncora, o qual apresentou o Fantástico, da Globo, teve fim trágico (Foto Reprodução/Montagem/Lennita/TV Foco/Canva/GMN)
Ele foi o primeiro rosto do RJTV e brilhou em jornalísticos da Globo, como o Fantástico e JN; Relembre a trajetória do âncora que emocionou o Brasil e sua luta contra o câncer
Conforme até mencionamos em matérias anteriores, a história do jornalismo brasileiro é feita de vozes marcantes que, por décadas, trouxeram os principais acontecimentos do mundo para dentro das nossas casas. Inclusive, ao recordarmos os grandes nomes que passaram pela bancada do Fantástico e do Jornal Nacional, da Globo, é impossível não nos emocionarmos com a trajetória de resiliência de Berto Filho.
Dono de um timbre inconfundível e de uma elegância rara, ele não apenas narrou a história, mas lutou bravamente contra uma das enfermidades mais devastadoras, deixando um exemplo de amor à profissão e à família até os seus últimos dias.
Diante de uma partida que comoveu o meio comunicacional, com base em informações do portal G1 e TV História, trazemos abaixo os seguintes assuntos:
- A voz mais potente;
- Pioneirismo e passagens em grandes jornais;
- A luta contra uma metástase;
- Luto;
- Legado inacabado.
Uma voz de arrepiar
Berto Filho foi um dos rostos mais familiares da Globo durante os anos 80.
Com uma dicção impecável e uma presença que transmitia autoridade e confiança, ele fez parte de uma geração que consolidou o padrão de qualidade do jornalismo da emissora.
Além de sua atuação marcante como locutor e apresentador, ele era reconhecido pelos colegas como um profissional generoso e um “paizão” para seus filhos, mantendo a serenidade mesmo nos momentos mais críticos de sua carreira e vida pessoal.

O pioneirismo no RJTV e a passagem pelo Jornal Nacional
O currículo do jornalístico é um passeio pela história da televisão.
Ele teve a honra de ser o primeiro apresentador do RJTV, inaugurando uma nova era de jornalismo local no Rio de Janeiro.
Sua versatilidade o levou rapidamente para as escalas do Jornal Nacional e do Fantástico, onde sua voz se tornou sinônimo de credibilidade nacional.
Berto não apenas lia notícias; ele as interpretava, garantindo que o telespectador compreendesse a gravidade ou a relevância de cada fato apresentado nas noites de domingo ou no horário nobre.
Uma doença fatal
Os últimos dois anos de vida do jornalista foram marcados por uma batalha hercúlea contra o câncer.
Diagnosticado inicialmente com um tumor na garganta, a doença apresentou metástase para o cérebro, exigindo tratamentos intensivos de radioterapia e quimioterapia no Instituto Nacional do Câncer (Inca).
Entre idas e vindas hospitalares, Berto chegou a apresentar melhoras surpreendentes, recuperando a voz e fazendo planos para o futuro, o que alimentava as esperanças de familiares e amigos próximos.

Uma linda história interrompida pelo luto
Um dos capítulos mais tristes da trajetória de Berto foi a perda de sua esposa, com quem foi casado por 55 anos.
O falecimento dela ocorreu em um momento irônico e cruel: no dia em que Berto recebeu alta após uma melhora no câncer, sua companheira foi internada com a mesma doença, vindo a falecer pouco depois.
Segundo relatos de seu filho, Henry Lelot, a perda da parceira de vida abalou profundamente o jornalista, tornando o seu último ano de vida uma mistura de saudade e luta pela sobrevivência.
Como foi o final de vida de Berto Filho?
Em sua fase final, Berto Filho buscou abrigo e tranquilidade no Retiro dos Artistas, no Rio de Janeiro, onde recebeu cuidados e o carinho de outros veteranos da arte.
Mesmo debilitado, ele dedicou seu tempo a escrever um livro de memórias, um projeto que pretendia publicar ao lado do filho.
Berto faleceu aos 75 anos, na véspera de completar 76, enquanto dormia, no Instituto Nacional do Câncer (Inca), no Rio de Janeiro.
Porém, ele deixou o manuscrito como seu último presente literário e um testemunho de uma vida dedicada à comunicação de qualidade.
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