O banco popular e queridinho de milhões de brasileiros não resistiu a má gestão e teve o adeus decretado após anos
Os bancos são essenciais na vida da população de modo geral, mesmo que indiretamente. Afinal, instituições gigantes como a Caixa, BB e Itaú, são responsáveis por guardar de forma segura a reserva financeira de muitas pessoas.
Apesar do sucesso de gigantes, no decorrer da história do sistema bancário brasileiro, várias companhias de grande porte não resistiram diante de crises, escândalos e péssima gestão. Aliás, uma delas se trata do Banco Nacional.
Para quem não sabe, o banco mineiro chegou a patrocinar o Jornal Nacional, da Globo, além dos principais times do Rio de Janeiro. Todavia, de forma infeliz, a instituição teve o lamentável desfecho decretado.
Nascimento de um gigante
O Banco Nacional veio a ser fundado no ano de 1944, em Minas Gerais, pelos irmãos Magalhães Pinto, segundo dados expostos pelo portal Wiki. No decorrer do tempo, expandiu a atuação nacional por incorporações e abertura de agências em todo o país.
Times como Vasco e Fluminense, Jornal Nacional e o saudoso Ayrton Senna, foram patrocinados pela companhia. A empresa ganhou cada vez mais representatividade ao unir estratégia comercial, presença midiática e vínculos com ídolos do esporte.
Início da ruína
Uma realidade oculta e que muitos não imaginavam é que, desde 1987, o Banco Nacional passou a inflar o balanço patrimonial com registros fraudulentos. No ano seguinte, a companhia chegou a detectar sinais de irregularidade, mas manteve a instituição em funcionamento.
Diante do caos, o Banco Central agiu e, em 1995, instaurou uma intervenção por meio do Regime de Administração Especial Temporária (RAET). Assim, a instituição passou a ser administrada por representantes, para viabilizar a cisão e venda.
Assim, os ativos saudáveis foram incorporados pelo Unibanco, enquanto as dívidas e passivos contaminados, seguiram sob responsabilidade do governo federal.
Banco entrou em falência
Vivendo um escândalo financeiro, em 1997 o Ministério Público Federal acusou 33 pessoas de fraude com o controlador do banco Marcos Magalhães Pinto. Já em 2002, o ex-controlador do banco acabou sendo condenado a 28 anos em primeira instância.
A pena acabou reduzida para doze anos em 2010 e declarada extinta um ano depois. Mas, logo em seguida, reinstaurada pelo Superior Tribuna de Justiça. No mês de setembro de 2014, houve o comunicado de que poderia existir negociações entre o bad bank (cujo controle acionário ainda pertencia à família Magalhães Pinto), e o banco BTG.
Tratava-se da de créditos tributários antigos e outros créditos provenientes do Fundo de Compensação de Variações Salariais (FCVS). Todavia, as negociações não se concretizaram.
No fim das contas, o Banco Nacional deixou uma dívida estimada em R$ 5,36 bilhões com o setor público. De acordo com o portal Valor Econômico, o Banco Central (BC) encerrou em agosto de 2024 a liquidação extrajudicial do Banco Nacional que durava desde 1996.
Assim, o governo encerrou as últimas dívidas do Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento do Sistema Financeiro Nacional (Proer) quase 29 anos após a criação do programa, em novembro de 1995.
O que sobrou do Banco Nacional?
Em síntese, o Banco Nacional faliu em 1996, sendo liquidado pelo Banco Central (BC). Parte das operações acabaram vendidas para o Unibanco, que se tornou sucessor dos direitos e obrigações contratuais do banco extinto.
Assim, a instituição que herdou as relações do antigo Banco Nacional trata-se do Unibanco. Aos que tinham dinheiro esquecido, a consulta é feita pelo sistema valoresareceber.bcb.gov.br do Banco Central.
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