Saiba qual é o salário mínimo em São Paulo
O salário mínimo das vendedoras no estado de São Paulo segue o piso salarial regional, que atualmente está fixado em R$ 1.804. O valor é superior ao mínimo nacional, fixado em R$ 1.621.
Desde 1º de julho de 2025, o novo piso estadual passou a valer em todo o território paulista, beneficiando categorias que não possuem salário definido por lei federal ou convenção.
Por que o salário mínimo em São Paulo é superior?
O estado de São Paulo é um dos poucos estados que adota o chamado piso regional, previsto Lei Complementar nº 103/2000.
Essa legislação autoriza os estados a criarem salários mínimos próprios, desde que sejam superiores ao mínimo nacional.
De acordo com o governo paulista, o reajuste em 2025 apresentou um aumento de 10% em relação ao piso de 2024.
Além disso, o valor representa ganho de R$ 183 acima do piso nacional de 2026, fixado em R$ 1.621.
Esse cenário favorece especialmente profissionais do comércio, como as vendedoras, que estão entre as categorias contempladas.
Quais profissionais recebem o piso regional?
Além disso, em São Paulo, o piso estadual beneficia uma ampla lista de trabalhadores, entre eles:
- Empregados não especializados do comércio, indústria e serviços administrativos
- Trabalhadores domésticos e cuidadores de idosos
- Motoboys e mensageiros
- Garçons, barmen e trabalhadores do setor de turismo e hospedagem
- Operadores de telemarketing e telefonistas
- Representantes comerciais e agentes técnicos em vendas
- Supervisores de compras e vendas
- Trabalhadores da construção civil, como pedreiros e pintores
- Profissionais de serviços de limpeza e conservação
- Cabeleireiros, manicures e barbeiros
Vai ter novo aumento?
Até o momento, o Governo do Estado de São Paulo ainda não confirmou oficialmente um novo reajuste do piso regional para 2025.
No entanto, a expectativa é alta, já que nos últimos anos o estado tem concedido aumentos acima da inflação, garantido ganho real aos trabalhadores.
Qual é o custo médio para sobreviver no Brasil?
Apesar do aumento anual, o salário mínimo ainda é baixo ao comparar com o custo médio para manter um padrão básico no Brasil.
De acordo com uma pesquisa da Serasa, o custo médio para manter o padrão básico gira em torno de R$ 3520 por mês.
Despesas com supermercado, moradia e contas fixas comprometem, em média, 57% da renda familiar, reduzindo o poder de compra e apertando o orçamento das famílias.
O cenário é ainda pior para famílias que possuam mais de um integrante.
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