Conheça a história de uma famosa apresentadora dos anos 70, marcada pelo escândalo no motel e sua trajetória até ter uma morte sigilosa

Apesar do brilho e do glamour da televisão brasileira, muitas histórias fora dos bastidores podem carregar sombras e feridas extremamente profundas. Um dos casos mais emblemáticos envolve Leila Cravo, a qual brilhou como atriz e apresentadora da Globo, onde conquistou uma fama plena nos anos 70.

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No entanto, Leila teve sua trajetória transformada por um episódio traumático que chocou o Rio de Janeiro. Sendo assim, com base em informações de O Globo, TV História e portal Wiki, destacamos abaixo:

  • Mais sobre a sua carreira;
  • Um escândalo em um motel que chocou o Rio de Janeiro, o qual devastou a sua vida;
  • Afastamento das telinhas;
  • Sua morte, a qual se manteve no sigilo por um longo período de tempo.

Trajetória de brilho

Leila iniciou sua carreira na televisão com pequenas participações em novelas da Globo, incluindo O Semideus (1973) e Corrida do Ouro (1974).

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Paralelamente, consolidou sua imagem no cinema nacional, especialmente em produções do gênero pornochanchada, e posou para revistas, tornando-se símbolo sexual da época.

Além da atuação, Leila apresentou programas de grande audiência, como as primeiras edições do Fantástico, e comandou um programa infantil em Cascavel (PR), demonstrando versatilidade na televisão.

O que aconteceu com Leila Cravo?

No entanto, Leila sofreu um episódio trágico e doloroso no mês de novembro de 1975, uma vez que ela foi vítima de um golpe devastador.

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Leila foi encontrada inconsciente na Avenida Niemeyer, no Rio de Janeiro, nua e com escoriações pelo corpo, após sofrer uma queda da janela de um luxuoso motel da época.

Inicialmente, a versão divulgada afirmava que ela teria caído acidentalmente da suíte presidencial. No entanto, anos depois, Leila revelou outra versão.

Três homens, incluindo um ministro da ditadura militar, ameaçaram e agrediram física e sexualmente Leila dentro do quarto do motel.

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Conforme seu relato, uma arma foi apontada para seu rosto e ela perdeu a consciência. Após o episódio, foi encontrada despida e ferida em frente ao estabelecimento, sofrendo politraumatismo craniano e entrando em coma por 13 dias.

A violência também afetou seus sentidos: perdeu o paladar, o olfato e 95% da visão do olho esquerdo.

Além disso, Leila descreveu o episódio escandaloso como uma tentativa deliberada de destruir sua carreira.

Veja o vídeo abaixo:

A situação teve impacto psicológico profundo, refletindo o contexto opressivo da ditadura militar, em que o poder e a censura silenciavam as vítimas de crimes de grande repercussão.

Após o escândalo, Leila mudou-se para o Paraná e dedicou-se a empreendimentos empresariais, além de escrever.

Em 1979, lançou o livro Passagem Secreta, no qual abordou a experiência traumática de forma metafórica, referindo-se a um “milagre” por ter sobrevivido ao episódio.

Justiça em forma de um podcast

Em 2020, Leila autorizou a produção do podcast “Leila”, disponibilizado pelo Globoplay somente em 2022, que buscou reconstruir a narrativa da atriz sobre o incidente.

Produzido por Daniel Pech, com roteiro de Sara Stopazzolli e narração da atriz Leandra Leal, o podcast contou também com a participação da neta Ana Júlia e da filha Tathiana Cravo.

O projeto permitiu que o público conhecesse a versão de Leila, detalhando o contexto político da época, a violência sofrida e os efeitos psicológicos do episódio.

Tathiana destacou que o podcast funcionou como uma libertação, trazendo à luz fatos que permaneceram silenciados por décadas.

Quando Leila Cravo morreu?

Leila Cravo morreu em 5 de agosto de 2020, aos 66 anos, vítima de infecção generalizada.

Mas a notícia só foi divulgada dois meses depois, em outubro, mantendo essa informação no sigilo e longe dos holofotes.

Ela deixa a filha Tathiana, de 38 anos, e a neta Ana Júlia, de 11 anos.

Por fim, o caso de Leila Cravo evidencia uma história de dor, violência e injustiça. Ainda assim, sua memória e narrativa pessoal resgatam a verdade, preservando o legado de uma mulher que marcou profundamente a história da televisão brasileira.

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