Nessa matéria, falamos sobre o valor do salário mínimo que o Rio de Janeiro paga para as domésticas. Inclusive, explicamos todos os detalhes sobre as regras
Em 2026, o salário mínimo nacional acabou sendo fixado em R$ 1.621. Contudo, alguns estados não seguem essa regra à risca e possuem um piso específico. O Rio de Janeiro, por exemplo, é dos cinco estados da federação que possuem legislação própria que estabelece pisos salariais superiores.
Compreender as regras do piso regional é essencial tanto para trabalhadores quanto para empregadores. A regra fundamental é simples. Sempre prevalece o maior valor entre o mínimo nacional, o piso regional e o piso previsto em convenção coletiva da categoria.
Dessa vez, por exemplo, iremos falar sobre o salário mínimo de domésticas no Rio de Janeiro. O salário mínimo do estado em 2026 segue sem reajuste desde 2019. Ou seja, permanecendo dividido em seis faixas, que variam de R$ 1.238,11 a R$ 3.158,96, de acordo com a categoria profissional.
O salário mínimo pago para as domésticas, por exemplo, está fixado em R$ 1.238,11. Das seis faixas previstas na legislação fluminense, quatro encontram-se com valores inferiores ao piso federal. Na prática, os trabalhadores enquadrados nas faixas I a IV devem receber o salário de R$ 1.621.
A regra de prevalência do maior valor assegura essa proteção ao trabalhador. Apenas as faixas V (R$ 2.482,11) e VI (R$ 3.158,96) permanecem com valores superiores ao mínimo nacional, mantendo sua eficácia aos CLTs das respectivas categorias, que incluem profissionais técnicos e especializados.
O valor da remuneração mínima no estado fluminense é dividido da seguinte forma:
- R$ 1.238,11 – auxiliar de escritório, faxineiro, cumim, empregados domésticos, contínuo, guardadores de veículos, lavadores de veículos, trabalhadores agropecuários, trabalhadores de serviços veterinários, trabalhadores florestais, catadores de material reciclável, entre outros não especializados;
- R$ 1.283,73 – ascensorista, barbeiro, cabeleireiro, carteiro, controladores de pragas, cozinheiros, cuidadores de idosos, esteticistas, garçons, manicuras, lavadeiras e tintureiros, pedreiros, artesãos, pescadores, pintores, tecelões, entre outros;
- R$ 1.375,01 – agente de trânsito, auxiliar de biblioteca, barman, bombeiro civil, frentista, guia de turismo, joalheiro, marceneiro, mordomos e governantas, ourives, músicos, porteiros, agentes de saúde e endemias, entre outros;
- R$ 1.665,93 – profissionais técnicos e de nível médio, como nas áreas de contabilidade, farmácia, secretariado e biblioteca;
- R$ 2.512,59 – motoristas de ambulância, taxistas profissionais, técnicos de telecomunicações, fotógrafo, entre outros técnicos de nível médio inscritos nos Conselhos Regionais de Engenharia, Arquitetura e Agronomia, e Técnicos Industriais;
- R$ 3.158,96 – administradores, advogados, arquivistas, arquitetos, assistentes sociais, bibliotecários, estatísticos, secretários executivos, sociólogos e algumas categorias da saúde, como psicólogo, enfermeiros e farmacêuticos, entre outros.
Qual o salário mínimo ideal?
O aumento do salário mínimo vem sendo considerado positivo para os brasileiros. Aliás, especialistas acreditam que o valor ainda passa longe do ideal para atender às necessidades mais básicas dos brasileiros.
O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), por exemplo, calculou que o salário mínimo ideal em setembro deste ano seria de R$ 7.075,83.
Segundo o departamento, esse seria o valor necessário para cobrir as despesas básicas de uma família de quatro pessoas. Isso acaba incluindo coisas como alimentação, moradia, saúde, educação e lazer.
O valor atual, que é R$ 1.621, está bem abaixo do ideal, e essa diferença ressalta a dificuldade de arcar com o custo de vida no país.
Mesmo com o aumento projetado para o ano que vem, o salário mínimo dos brasileiros ainda estará R$5.454 abaixo desse valor apontado como ideal.
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