Conheça a trajetória de uma grande que viveu o auge na Globo por meio da série “A Grande Família”, mas que infelizmente se despediu aos 70 anos após vício

Uma das figuras mais emblemáticas da década de 70, responsável por dar vida a uma das protagonistas mais queridas do subúrbio carioca na ficção, da primeira versão de “A Grande Família”, da Globo, viveu o auge da fama e, ao mesmo tempo, o declínio causado por batalhas pessoais profundas.

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Embora o público a reconheça pelo talento visceral e pela veia cômica, sua trajetória encerrou-se de forma discreta, longe das câmeras que um dia a consagraram.

Estamos falando da bela Djenane Machado, a primeira Bebel da televisão. Ela não apenas era uma atriz talentosa, como carregava o DNA do espetáculo, sendo filha de Carlos Machado, o lendário “Rei da Noite” carioca.

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De acordo com o portal Wiki, essa herança serviu para moldar uma carreira que começou de forma meteórica, mas que, infelizmente, também enfrentou obstáculos intransponíveis fora dos roteiros.

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Djenane Machado, a primeira Bebel de “A Grande Família” nos anos 70 (Foto: Reprodução/YouTube/Globo)

Som e fúria

A estreia de Djenane ocorreu em 1968, mas foi em 1973 que ela alcançou o ápice da projeção nacional.

Ao interpretar a primeira versão de Bebel no seriado A Grande Família, a atriz conquistou os lares brasileiros com uma atuação vibrante.

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Mas esse mesmo sucesso estrondoso trouxe as primeiras tensões profissionais.

Problemas de pontualidade e ausências nas gravações começaram a desgastar sua relação com a produção.

Devido a esses impasses, Djenane não retornou para a segunda temporada do seriado, sendo substituída por Maria Cristina Nunes.

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O afastamento resultou em um período de dois anos sem convites na emissora, o que a levou a buscar oportunidades no cinema, especialmente no gênero da pornochanchada.

Sucessos na TV e cinema

Apesar das turbulências, o currículo de Djenane Machado impressiona pela diversidade de papéis e pela colaboração com autores de peso, como Janete Clair e Dias Gomes.

Ela transitou com facilidade entre o drama denso e a comédia popular.

Participou de obras fundamentais como:

  • Véu de Noiva;
  • Assim na Terra como no Céu;
  • O Cafona, em que sua personagem Lucinha Esparadrapo se tornou um ícone hippie da época.

Em 1976, retornou triunfante como a rebelde Glorinha, papel escrito especialmente para ela pelo autor Mário Prata, em plena ditadura militar.

Estreou também em A Penúltima Donzela e brilhou em produções como Já Não se Faz Amor como Antigamente e a adaptação de Ópera do Malandro, dirigida por Ruy Guerra.

Por fim, ela encerrou sua trajetória na TV Manchete, participando das novelas Tudo em Cima e Novo Amor, em meados dos anos 80.

Como foi o final de vida de Djeane Machado?

O afastamento definitivo de Djenane Machado da vida pública não ocorreu por falta de talento, mas por uma necessidade urgente de cuidar da própria saúde.

A atriz enfrentou uma longa e dolorosa batalha contra a dependência química, vício que acabou envolvendo-a com álcool e anfetaminas.

O que minou suas chances de continuidade nos grandes veículos de comunicação.

Ao deixar a atuação, Djenane dedicou-se à escrita de poesias e buscou tratamentos para superar o vício.

Em seus últimos anos, a atriz viveu de forma simples em um apartamento em Copacabana, acompanhada por uma cuidadora e longe de qualquer badalação.

Djenane faleceu em março de 2022.

Embora a causa exata da morte não tenha sido divulgada pela família na ocasião, sua partida aos 70 anos marcou o fim de uma era para os fãs da primeira versão da família Silva.

No entanto, ela deixou um legado de atuações autênticas que ainda hoje servem de referência para a comédia brasileira, provando que, apesar das sombras pessoais, sua luz artística permanece acesa na história da cultura nacional.

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