Relembre a falência da rede de supermercados Casas da Banha
Nesta quarta-feira, 28, relembraremos o colapso de uma das maiores redes de supermercados do país: a Casas da Banha, que teve sua falência decretada em abril de 1999.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Primeiramente, fundada em 1955 pelo empresário Climério Veloso, no Rio de Janeiro, a rede cresceu rapidamente e se tornou um ícone do varejo nacional.
No fim dos anos 1970 e início dos anos 1980, a Casas da Banha acelerou a expansão ao adquirir as lojas do Supermercados Ideal e Merci, consolidando sua presença no mercado.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Auge de rede de supermercados
Desse modo, em 1980, a rede viveu seu melhor momento. Na época, a Casas da Banhas operava 224 unidades em seis Estados e no Distrito Federal.
A empresa também possuía cerca de 18 e 22 mil funcionários, números que a colocavam entre os maiores empregadores do varejo brasileiro.
LEIA TAMBÉM!
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Derreto
No entanto, ainda na segunda metade dos 1980, o sucesso começou a ruir devido a políticas econômicas adotas pelo governo federal.
De acordo com informações do portal Diário do ABC, a rede passou a ter dificuldades especialmente pelos Planos Cruzado I e II, que congelaram preços e atingiram a rentabilidade do setor.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Isso porque, a rede de supermercados dependia do giro constante de mercadorias e teve seus lucros reduzidos.
Em seguida, no início dos anos 1990, a rede também sofreu com o Plano Collor e o confisco das aplicações financeiras.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Desse modo, sem acesso ao próprio capital, a rede de supermercados perdeu fluxo de caixa e não conseguiu pagar suas dívidas.
A partir de 1990, a Casas da Bahia afundou ainda mais em problemas financeiros. Em 1991, restavam apenas 9 mil colaboradores.
Já no ano seguinte, a situação piorou ainda mais: das 224 lojas, 149 foram vendidas ou tiveram os pontos devolvidos a antigos donos como forma de abater as dívidas. As outras 75 unidades permaneceram fechadas.
Falência
Desse modo, em 1999, Luiz Felipe Salomão, juiz da 2ª Vara de Falências e Concordatas, decretou a falência após o advogado da empresa, Alfredo Bumachar, apresentar uma confissão formal de dívidas da empresa.
Desse modo, a decisão determinou:
- 20 dias para os credores justificarem créditos
- Prioridade para quitar o passivo trabalhista, estimado em US$ 5 milhões
- Fechamento de todas as instalações da rede
Por fim, a queda das Casas da Banha marcou uma mudança profunda no varejo. Milhares de trabalhadores perderam seus empregos, 224 lojas deixaram de atender a população e a marca que fazia parte do cotidiano de milhões de consumidores desapareceu de forma definitiva.
