Quando a opinião esbarra na ética
No Brasil, a ética jornalística está a cima de qualquer conjectura. Isenção e imparcialidade são exigências mínimas e obrigatórias determinadas a todo jornal de bancada. Acusada de se esquivar dos princípios editoriais promovidos incansavelmente em comerciais do SBT, Rachel Sheherazade se transformou em “bode expiatório” da imprensa atual e despertou a ira até mesmo de facções políticas.
Os acontecimentos envolvendo a jornalista só demonstram que o país vive ainda um ensaio de democracia, onde não há espaço para um posicionamento político radical.
Ponderar o comportamento de justiceiros no Rio significa incitar violência, de fazer apologia ao crime. Esqueceram-se do lado cidadã de Sheherazade, cansada de tanta criminalidade e impunidade, consequência da pouca segurança oferecida pelo Estado. Até mesmo suas convicções cristãs foram taxadas de irracionais e extremistas, ou seja, opinião válida é o politicamente correto, o discurso brando e sem mácula. Tiram o direito de livre arbítrio de Sheherazade.
Já cantava Raul Seixas: “Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo”.
Texto enviado pelo leitor Daniel Macedo
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