A legislação brasileira explica se quem recebe pensão por morte pode trabalhar com carteira assinada e manter o benefício ativo

Muitas pessoas que recebem pensão por morte convivem com a mesma dúvida. Será que trabalhar com carteira assinada pode cancelar o benefício? A pergunta aparece com frequência entre viúvos, viúvas e filhos dependentes. Afinal, muitos acreditam que começar um emprego formal pode fazer o pagamento desaparecer.

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No entanto, a legislação previdenciária brasileira permite o acúmulo das duas coisas. O beneficiário pode trabalhar e continuar recebendo a pensão normalmente.

A pensão por morte é um benefício pago aos dependentes de um trabalhador que morreu e possuía vínculo com a Previdência Social. Esse sistema funciona como um seguro público. Trabalhadores contribuem durante a vida profissional e garantem proteção financeira para a família.

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Pensão por morte – (Reprodução: Internet)

Quando ocorre o falecimento, os dependentes podem receber um valor mensal. Esse pagamento busca substituir parte da renda que o trabalhador levava para casa. Por isso, a lei garante esse direito a determinados familiares.

Normas CLT

Além disso, a legislação brasileira não impede que o pensionista trabalhe. A Lei 8.213 de 1991 regula os benefícios da Previdência Social. Essa norma define quem tem direito à pensão por morte. A lei também explica que o trabalho remunerado não cancela o benefício automaticamente.

Em outras palavras, o dependente pode ter salário e pensão ao mesmo tempo. A situação é comum entre viúvas e viúvos que voltam ao mercado de trabalho.

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No Brasil, o emprego formal segue as regras da CLT. A sigla CLT significa Consolidação das Leis do Trabalho. Esse conjunto de leis organiza as relações de trabalho no país. Quando uma empresa registra um trabalhador, ela cria um vínculo formal de emprego.

Esse registro garante direitos como férias, 13º salário, FGTS e contribuição ao INSS.

Enquanto isso, o INSS continua pagando a pensão normalmente. O INSS é o Instituto Nacional do Seguro Social. Esse órgão público administra aposentadorias, auxílios e pensões no Brasil. A pensão por morte não depende da renda atual do dependente.

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O direito nasce no momento da morte do segurado. Ou seja, o benefício existe porque havia dependência econômica antes do falecimento.

Quem pode receber pensão por morte?

A lei estabelece uma ordem de dependentes. Primeiro aparecem cônjuges, companheiros e filhos menores de 21 anos. Filhos com deficiência também podem receber o benefício sem limite de idade. Depois entram os pais do segurado, desde que comprovem dependência econômica. Na ausência deles, irmãos menores de 21 anos ou com deficiência podem solicitar o benefício.

Além disso, o valor da pensão pode ser dividido entre vários dependentes. Quando isso acontece, o INSS divide o pagamento em partes iguais.

Caso um beneficiário perca o direito, a parte dele passa para os demais dependentes. Essa regra aparece na própria legislação previdenciária que regula o benefício.

Mesmo com a possibilidade de trabalhar, o pensionista precisa observar algumas regras. Em muitos casos, a pensão não dura para sempre. A duração depende da idade do dependente no momento da morte do segurado.

Pessoas mais jovens costumam receber o benefício por alguns anos. Já dependentes com idade mais avançada podem receber a pensão por toda a vida.

Por fim, trabalhar com carteira assinada não cancela a pensão por morte. A lei brasileira permite que o beneficiário receba salário e pensão ao mesmo tempo. O que realmente define o direito ao benefício é o vínculo com o segurado falecido. Quem entende essas regras evita informações erradas e toma decisões com mais segurança.