R$ 1,2bi e falência devastadora: Varejista tão popular quanto Magalu tem portas fechadas após 89 anos

Tv Foco mostra hoje atrizes brasileiras dos anos 1990 já chegaram aos 50 anos, mas continuam arrancando suspiros por onde passam.

05/11/2024 às 00:07 · Tempo de leitura: 5 minutos

Relembre a situação da Mappin (Foto: Divulgação)

Empresa chegou a ter apresentador como garoto-propaganda, mas dívidas e escândalos envolvendo o dono decretaram seu fim

Antes que a Magalu conseguisse dominar o mercado, uma grande varejista teve forte destaque no Brasil, até a virada para os anos 2000. Durante 89 anos, a extinta empresa esteve entre as maiores do país.

Fundada em 1910, a Mappin explodiu em vendas, mas, assim como seu crescimento, a queda foi meteórica. Segundo o Uol, as dívidas superavam a casa de R$ 1,2 bilhão. O dono, Ricardo Mansur, também foi condenado e preso.

No auge, a marca chegou a ter César Filho como garoto-propaganda. Em uma recente entrevista ao Programa de Todos os Programas, do R7, ele revelou que pediu demissão da Globo para ser representante publicitário, na década de 80.

Porém, por causa da relação contratual com o canal, ele teve que escolher entre assumir um dos principais noticiários da emissora ou assinar com a empresa. “Fizeram testes com vários apresentadores. Eu tive a proposta para fazer os comerciais do Mappin”, revelou.

“Na época, para fazer o TV Mulher e o Fantástico eu ganhava 7 milhões de cruzeiros. A oferta inicial da Mappin era um contrato de 5 anos que eu começava ganhando 32 milhões de cruzeiros. Eu não tinha o que fazer e fui falar com o Boni”, relembrou.

César Filho como garoto-propaganda da Mappin nos anos 80 (Foto: Divulgação)

Derrocada e fechamento

O contrato com César Filho durou uma longa temporada, mas a varejista acabou indo à ruína alguns anos depois. De acordo com o Uol, em julho de 1999, o grupo se viu obrigado a fechar suas lojas, por causa da dívida bilionária. No entanto, a marca continuou existindo.

Em 2010, após mais de uma década, a Marabraz finalmente comprou o nome em um leilão. A aquisição foi de R$ 5 milhões, valor 60% menor que a avaliação judicial, de R$ 12 milhões. Desde 2020, o empresário Ricardo Mansur cumpre prisão domiciliar, acusado de gestão fraudulenta.

A Mappin já esteve entre as gigantes do Brasil, assim como a Magalu (Foto: Divulgação)

Afinal, o que aconteceu?

  • Em resumo, após quase um século de funcionamento, a Mappin foi à falência;
  • A companhia fechou sua rede de lojas em meados de 1999, após viver seu auge no Brasil;
  • As dívidas superavam R$ 1,2 bilhão e o dono, Ricardo Mansur, foi preso por gestão fraudulenta;
  • Em 2010, a Marabraz comprou o nome da marca por R$ 12 milhões.

Conclusão

O processo de falência, vale lembrar, reúne os bens da instituição e dos donos, apontando o que deve ser liquidado para pagar as dívidas em aberto. Ele pode levar longos anos na Justiça, assim como também pode ser revertido, caso o responsável consiga achar um jeito de levantar a empresa novamente.

+ Relembre outras empresas que foram do auge à falência no Brasil!

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