Falência, calote de R$ 1,2BI e venda a Electrolux: O fim de 2 gigantes dos eletrodomésticos

Calote bilionário venda para a Electrolux e falência decretada marcam o fim trágico de duas gigantes dos eletrodomésticos

27/10/2025 às 23:12 · Tempo de leitura: 5 minutos

O fim de 2 gigantes dos eletrodomésticos (Foto: Reprodução/ Internet)

Confira todos os detalhes sobre o fim de duas das maiores redes de eletrodomésticos do Brasil

Duas empresas que já foram referência em eletrodomésticos no Brasil chegaram ao fim após anos de dificuldades financeiras. Dívidas bilionárias, falência e venda de operações para a Electrolux marcaram o encerramento das histórias dessas gigantes.

O que parecia sólido no passado se mostrou vulnerável. Má gestão, problemas econômicos e decisões controversas fizeram a Mabe Brasil e a Prosdócimo desaparecerem do mercado, deixando um rastro de calotes e instabilidade. A seguir, veja em detalhes tudo o que levou ao fim dessas empresas.

Mabe Brasil

A Mabe Brasil começou em 2003 ao comprar o setor de refrigeração da CCE. Em 2004, se uniu à Dako, aumentando sua presença no mercado. Fabricava eletrodomésticos das marcas General Electric, CCE e Dako, e em 2009 comprou a BSH-Continental, dona das marcas Bosch e Continental.

A empresa se tornou uma das maiores fabricantes de linha branca do país. Contudo, em 2013, a Mabe pediu recuperação judicial para tentar reorganizar as finanças, mas não conseguiu cumprir o plano. Dessa forma, no ano de 2016, acabou sendo decretada sua falência.

De acordo com as informações da Wikipédia, investigações depois revelaram que os controladores da empresa teriam planejado a falência. Lucros eram levados para a matriz no México, enquanto as dívidas ficavam no Brasil.

A Mabe exportava eletrodomésticos para cerca de 70 países, o que rendia bilhões de reais para o grupo mexicano atuante no Brasil (Foto: Reprodução)

Prosdócimo

A Prosdócimo começou em Curitiba com João Prosdócimo, no início do século XX, como uma rede de varejo conhecida pelas Lojas Prosdócimo. A empresa importava e montava bicicletas em parceria com marcas estrangeiras.

Em 1949, um dos filhos fundou a Refrigeração Paraná S/A, a Refripar, que produzia eletrodomésticos sob a marca Prosdócimo, se tornando uma referência no setor. Nos anos 1980, a Prosdócimo tinha 27 lojas no Paraná e Santa Catarina, oferecendo mais de 35 mil produtos.

Contudo, em 1984, o grupo Arapuã comprou a rede, que já enfrentava problemas financeiros. Em 1996, a Electrolux comprou a Refripar e incorporou a produção da Prosdócimo. Aos poucos, a marca desapareceu, sendo oficialmente descontinuada em 1997.

Lojas Prosdócimo foi uma das gigantes em Curitiba (Reprodução: Internet)

Qual a diferença da falência para a recuperação judicial?

Conforme o portal Vem Pra Dome, ambos os institutos visam a satisfação de dívidas de uma empresa. Contudo, a principal diferença está na continuidade ou não do empreendimento.

Na recuperação judicial, se ganha tempo para recuperar a capacidade de gerar resultados na empresa. Por outro lado, na falência, não existe a reestruturação do negócio e ele acaba fechando as portas.

A ideia da recuperação é manter o negócio ativo, gerando empregos e possibilitando que a empresa consiga pagar as suas dívidas. Na falência, ocorre o encerramento do negócio, considerado irrecuperável.

Confira mais matérias sobre falência clicando aqui.

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