Rombo de R$ 15,2 bilhões: Rede de cinemas rival nº1 do Cinemark não suporta crise e exige a própria falência
Tv Foco mostra hoje atrizes brasileiras dos anos 1990 já chegaram aos 50 anos, mas continuam arrancando suspiros por onde passam.
Cinema precisou pedir falência para pagar as contas (Foto: Divulgação)
Companhia, que é responsável por grandes salas no mundo todo, enfrentou uma forte crise durante a pandemia e precisou acionar a Justiça para tentar organizar as contas
Ocupando o topo da lista dos cinemas nacionais, segundo o Econodata, o Cinemark também aparece entre as maiores franquias do setor no cenário mundial. No entanto, fora do Brasil, a concorrência é ainda mais forte e acirrada.
Nos Estados Unidos, a líder Cineworld tinha, até 2022, mais de 500 salas abertas. No entanto, depois da pandemia, a estrangeira passou a enfrentar uma forte crise e precisou recorrer à Justiça. Depois de revelar um rombo bilionário, o grupo pediu falência.
Segundo a CNN, o processo foi registrado no Capítulo 11, onde o poder judiciário garante que a empresa possa seguir com as atividades até conseguir organizar as contas. Essa ação é equivalente à Recuperação Judicial no Brasil.
Durante o período pós-pandêmico, a Cineworld revelou que tinha acesso a um financiamento de US$ 2 bilhões, que seria em torno de R$ 11,2 bilhões na cotação atual. O dinheiro foi usado para manter as operações enquanto o processo ainda estava no início do andamento.
Mooky Greidinger, CEO da companhia, expôs que todos os envolvidos estavam empenhados em manter o grupo de pé. “Temos uma equipe incrível na Cineworld laser focada em evoluir nossos negócios para prosperar durante o retorno da indústria cinematográfica”, disse.
O empresário declarou que, naquela época, eles vinham buscando todas as formas de levantar o capital interno. “Isso nos permitirá continuar a executar nossa estratégia para reimaginar as experiências cinematográficas mais imersivas para nossos hóspedes”, acrescentou.
De acordo com a publicação, a Cineworld sofreu para lidar com as contas entre 2020 e 2021, quando estiveram fechados por causa do coronavírus. Eles teriam registrado com um rombo de US$ 2,7 bilhões, que seria cerca de R$ 15,2 bilhões, durante a temporada.
O que acontece em casos de falência?
Esse processo reúne os bens da instituição e dos donos, apontando o que deve ser liquidado para pagar as dívidas em aberto. Ele pode levar longos anos na Justiça, assim como também pode ser revertido, caso o responsável consiga achar um jeito de levantar a empresa novamente.
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