R$1945 de salário mínimo: Lista de cidades já pagam acréscimo de R$324
Cidades brasileiras já pagam mais de R$ 300 de salário mínimo; Saiba quais são e a atualização de valores de hoje (19).
Saiba quais lugares pagam um salário mínimo acima de R$1621 (Foto Reprodução/Montagem/Lennita/TV Foco/Canva/GMN)
Cidades brasileiras já pagam mais de R$ 300 de salário mínimo; Saiba quais são e a atualização de valores de hoje (19)
E milhares de trabalhadores brasileiros encontram no Sul do país a possibilidade de receber um piso bem acima do salário mínimo federal. Inclusive, em uma lista com diversas cidades gaúchas, o salário mínimo regional de R$ 1945 já é uma realidade.
Municípios de grande porte econômico, como Porto Alegre, Canoas, Santa Maria, Pelotas e Caxias do Sul, estão entre elas, ainda mais por exercerem suas principais atividades em categorias industriais e comerciais.
A base legal para essa remuneração foi estabelecida pela Lei nº 16.311, sancionada pelo governador Eduardo Leite, que elevou o piso regional em 8% e consolidou a estrutura de ganhos no estado.
Sendo assim, com base em informações oficiais da ALRS e do G1, trazemos abaixo o que já é realidade e as atualizações com possibilidade de aumento ainda em 2026.
Um acréscimo de R$ 324
A engrenagem do salário mínimo regional no Rio Grande do Sul funciona de forma segmentada. O destaque orçamentário fica por conta da Faixa 4 do funcionalismo privado.
Essa categoria engloba profissionais que atuam em setores estratégicos da economia urbana e industrial, tais como:
- Indústrias metalúrgicas, mecânicas e de material elétrico;
- Indústrias gráficas, de vidros, cristais e artefatos de borracha;
- Vigilantes, porteiros e funcionários de edifícios e condomínios;
- Auxiliares de administração escolar em estabelecimentos de ensino.
Para esses profissionais, o piso de R$ 1.945,67 garante exatamente um acréscimo de R$ 324,67 mensais se comparado ao salário mínimo federal de R$ 1.621.
MAS ATENÇÃO! O direito ao piso regional aplica-se integralmente aos trabalhadores do setor privado que não possuem um salário-base definido por convenções ou acordos coletivos específicos de sindicatos.
A estrutura das faixas vigentes no Rio Grande do Sul
Até o momento, a divisão do mínimo regional para os trabalhadores gaúchos que operam sem acordos coletivos está estruturada em cinco faixas de rendimento, desenhadas para equilibrar o poder de compra de acordo com a complexidade e o desgaste de cada setor:
- Faixa 1 – R$ 1.789,04: Trabalhadores da agricultura, pecuária, pesca, indústrias extrativas, empregados domésticos, construção civil e motoboys;
- Faixa 2 – R$ 1.830,23: Setores do vestuário, calçados, fiação e tecelagem, além de profissionais de serviços de saúde, limpeza, hotelaria, bares e restaurantes;
- Faixa 3 – R$ 1.871,75: Funcionários das indústrias do mobiliário, químicas, farmacêuticas e de alimentação, somados aos trabalhadores do comércio em geral;
- Faixa 4 – R$ 1.945,67: Indústria metalúrgica, gráfica, vidros, borracha, vigilantes e auxiliares administrativos de escolas;
- Faixa 5 – R$ 2.267,27: Profissionais e técnicos de nível médio (cursos integrados ou subsequentes).
Desafios reais
Embora o salário mínimo do Rio Grande do Sul se destaque como um dos mais altos e vantajosos do território nacional, viver apenas com o piso salarial ainda impõe restrições severas.
Indicadores macroeconômicos apontam que o custo médio para manter um padrão básico de vida familiar no Brasil gira em torno de R$ 3.520 por mês.
Despesas essenciais e compulsórias, como a cesta básica de alimentos, moradia, transporte e contas fixas de energia e água, costumam consumir cerca de 57% da renda total das famílias de classe baixa.
Essa realidade pressiona fortemente o orçamento doméstico dos gaúchos, principalmente para aqueles que possuem dependentes financeiros ou arcam com aluguéis nos grandes centros urbanos do estado.
Já existe projeção de novo aumento no salário mínimo de RS?
Apesar de os valores acima estarem consolidados na rotina dos trabalhadores, uma atualização decisiva entra em pauta nesta terça-feira, 19 de maio de 2026.
A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul colocou em votação plenária o projeto de lei encaminhado pelo governo estadual, que prevê um novo reajuste de 5,35% sobre o piso regional.
De acordo com o portal G1, o aumento, que será votado nesta terça (19), pedido que havia sido protocolado no Legislativo em 8 de maio, adota os critérios de correção do salário mínimo nacional, somando a inflação dos últimos 12 meses ao crescimento real do PIB gaúcho.
Caso o projeto seja aprovado pelos deputados estaduais, os valores das cinco faixas serão elevados imediatamente.
Veja abaixo como ficam as novas projeções de valores com a aprovação do reajuste de 5,35% para cada categoria:
- Faixa 1 (Sobe de R$ 1.789,04 para R$ 1.884,75): Beneficia trabalhadores da agropecuária, indústrias extrativas, empregados domésticos, construção civil, motoboys, garagens e pesca;
- Faixa 2 (Sobe de R$ 1.830,23 para R$ 1.928,15): Destinada aos setores de vestuário, calçados, fiação, artefatos de couro, papel, serviços de saúde, limpeza, telemarketing, hotéis e restaurantes;
- Faixa 3 (Sobe de R$ 1.871,75 para R$ 1.971,89): Atende trabalhadores das indústrias do mobiliário, químicas, farmacêuticas, alimentação, além do comércio em geral e movimentadores de mercadorias;
- Faixa 4 (Sobe de R$ 1.945,67 para R$ 2.049,76): Abrange indústrias metalúrgicas, mecânicas, gráficas, de vidros, cerâmicas, borracha, além de vigilantes, porteiros, funcionários de condomínios e auxiliares de administração escolar;
- Faixa 5 (Sobe de R$ 2.267,27 para R$ 2.388,50): Exclusiva para trabalhadores técnicos de nível médio, tanto em cursos integrados quanto subsequentes ou concomitantes.
Mas, para saber outras informações sobre outros direitos, clique aqui*.
Mais lidas
ver todas- Câncer fatal: A morte devastadora de atriz mais amada da Globo e Ana Maria aos prantos com anúncio de luto
- Copa: Vidente prevê o próximo adversário do Brasil e quem ganhará
- "Ainda choram por mim": Carta psicografada inédita de Dinho, do Mamonas, revela culpado por sua morte
- Lucimara Parisi, braço direito de Faustão, vive assim hoje
- Carta psicografada de Isabella Nardoni após crime brutal tem recado arrepiante para a mãe: “O dia em que voltarei”