Sampaoli pressiona o Atlético-MG a investir em jogada ousada para atravessar o Botafogo e levar o lateral-direito sensação do futebol carioca
O Atlético-MG parece ter entrado numa luta por uma joia do futebol. O jovem lateral-direito Júlio Fidélis firmou com o Fluminense FC seu primeiro contrato profissional ainda com 16 anos, com cláusula de rescisão fixada em 50 milhões de euros, algo em torno de R$ 278 milhões na época. Essa cifra já indicava que o clube via no atleta mais que potencial imediato. Tratava-se de investimento de proteção e de projeção futura.
Em seguida, ele ingressou nas categorias de base tricolor em 2015, com apenas nove anos, vindo do Projeto Guerreirinhos, e desde então acumulou convocações para seleções de base.
Na temporada atual, Fidélis entrou em campo algumas vezes pelo time profissional, mas ainda figura como terceira opção para a lateral-direita, atrás de Samuel Xavier e Guga. O desempenho que chamou atenção foi um jogo em que ele fez assistência para Germán Cano num empate 3 a 3 contra o EC Bahia, evidenciando que, mesmo com tempo de jogo limitado, ele pode contribuir com recursos ofensivos.

Entretanto, a movimentação mais interessante gira em torno do mercado. O Botafogo de Futebol e Regatas fez sondagem direta com o empresário André Cury, demonstrando desejo real de contar com o jogador. Ao mesmo tempo, o Clube Atlético Mineiro também entrou na disputa e fez verificação da situação de Fidélis, o que coloca o jovem atleta em posição de alta demanda.
Júlio Fidélis vai sair do Fluminense?
Apesar disso, até o momento nenhuma proposta formal chegou ao Fluminense. Os contatos são preliminares. O clube carioca permanece firme na ideia de segurar a joia, ou ao menos exigir valor elevado. Além disso, a própria cláusula milionária protege os interesses do Flu, mas também pode dificultar a movimentação em prazo curto.
Para o Botafogo, a chegada de Fidélis representaria uma opção de renovação jovem para a lateral-direita, com projeção de valorização e margem para moldar o atleta dentro do projeto do clube. Contudo, para o Atlético-MG, o movimento indicaria uma busca ativa por talento promissor e custo que possa crescer pouco a pouco. Ambos os cenários, se concretizados, retratam a tendência recente de clubes brasileiros de apostar em atletas emergentes em vez de contratações mais maduras e caras.
Por fim, para Fidélis, aceitar sair agora implicaria o desafio de entrar em novo elenco e brigar por vaga. Por exemplo, no Botafogo ele se enfrentaria com Vitinho e Mateo Ponte. No Fluminense, por outro lado, a limitação de minutos pode atrasar o desenvolvimento se mantido fora das oportunidades.
No entanto, cabe ao atleta escolher entre permanecer num ambiente conhecido ou arriscar nova mudança com maior concorrência.
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