R$2BI em dívidas: Empresa de ônibus n°1 do Brasil tem falência decretada e é engolida por rival no ES

R$2BI: N°1 dos ônibus vai à falência e é engolida por rival no ES (Foto: Reprodução/ Internet)
Com R$2 bilhões em dívidas, maior empresa de ônibus do Brasil tem falência decretada e acaba sendo assumida por concorrente
Com mais de 70% do território brasileiro coberto por suas linhas e uma frota que chegou a 1.700 ônibus, a empresa fundada no Espírito Santo foi referência no transporte rodoviário de passageiros no país.
Contudo, em 2022, essa potência sobre rodas teve sua falência decretada, após acumular mais de R$ 2 bilhões em dívidas tributárias e trabalhistas.
Um colapso que marcou o fim oficial da outrora maior viação do Brasil. Trata-se da Viação Itapemirim, que por muitos anos foi sinônimo de estrada, inovação e presença nacional.
Conforme apurado pelo TV FOCO, a decadência da empresa foi impulsionada por má gestão, disputas familiares, investimentos ruins e escândalos financeiros envolvendo o empresário Sidney Piva.
Esse que, de acordo com as informações da ‘Wikipédia’, chegou a criar a companhia aérea ITA, que teve um fim bem rápido, agravando ainda mais a crise financeira da holding.
Com o nome arranhado e bens bloqueados, a situação tornou-se insustentável, levando à falência decretada pela Justiça paulista.

Crise, fim e reviravolta
Após a falência decretada, com o grupo Itapemirim fora de operação, o futuro de suas rotas ficou incerto, até que a empresa paulista Suzantur entrou em cena e engoliu o que sobrou da n°1.
Após disputa judicial com a ANTT e críticas de concorrentes como a Viação Garcia e o Grupo Comporte, a Suzantur foi autorizada a arrendar parte da massa falida da Itapemirim e iniciou as operações em algumas das principais rotas interestaduais da antiga companhia.
Apesar das polêmicas e embates jurídicos, a Suzantur segue operando sob a marca Nova Itapemirim, com ônibus caracterizados pelas cores tradicionais da empresa capixaba.
O arrendamento, inicialmente firmado por 12 meses e prorrogado por mais 12, foi alvo de críticas por supostos privilégios e questionamentos sobre a capacidade técnica da Suzantur em operar todas as linhas herdadas.
No entanto, a Justiça manteve a autorização, mesmo diante da pressão de grupos rivais. A reestreia da Nova Itapemirim foi marcada por viagens simbólicas, como a ligação entre São Paulo e Curitiba, retomando parte da tradição da empresa original.
Ainda que o cenário esteja longe da estabilidade definitiva, a marca Itapemirim ganhou sobrevida pelas mãos da Suzantur, que agora busca consolidar sua posição no mercado rodoviário nacional em meio a um ambiente de forte concorrência e expectativas dos credores.

Ademais, enquanto o futuro da operação segue em disputa judicial e administrativa, uma coisa certa é que a Itapemirim que dominou o país nos anos 80 e 90 não existe mais.
No lugar, surgiu uma nova versão, nascida dos escombros de uma gigante que um dia já foi orgulho nacional, agora gerida pela rival que engoliu o que restou da lendária viação capixaba.
Considerações finais
- Em suma, a Itapemirim, que já foi a maior viação do Brasil, faliu em 2022 após má gestão e dívidas bilionárias.
- Hoje, parte de suas rotas está sendo operada pela Suzantur, que usa a marca “Nova Itapemirim”.
- Apesar das polêmicas, a empresa tenta manter viva a tradição, mas a grandeza do passado ficou para trás.
Qual a diferença da falência para a recuperação judicial?
Conforme o portal Vem Pra Dome, ambos os institutos visam a satisfação de dívidas de uma empresa. Contudo, a principal diferença está na continuidade ou não do empreendimento.
Na recuperação judicial, se ganha tempo para recuperar a capacidade de gerar resultados na empresa. Por outro lado, na falência, não existe a reestruturação do negócio e ele acaba fechando as portas.
A ideia da recuperação é manter o negócio ativo, gerando empregos e possibilitando que a empresa consiga pagar as suas dívidas. Na falência, ocorre o encerramento do negócio, considerado irrecuperável.
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