R$ 36 bilhões em dívidas e adeus: Justiça do Rio de Janeiro decreta falência de gigante dos combustíveis

Uma das maiores companhias do Brasil acabou tendo a sua falência decretada pela Justiça do Estado do Rio de Janeiro

29/03/2025 às 12:30 · Tempo de leitura: 6 minutos

R$36B: Justiça do RJ decreta falência de gigante dos combustíveis (Foto: Reprodução/ Internet)

Uma das maiores companhias do Brasil acabou tendo a sua falência decretada pela Justiça do Estado do Rio de Janeiro

Depois de quase 10 anos de agonia financeira, a Sete Brasil, uma das mais ambiciosas iniciativas da indústria petrolífera nacional, teve sua falência decretada pela Justiça do Rio de Janeiro.

Com uma dívida que ultrapassa os R$ 36 bilhões, a empresa teve sua falência decretada em dezembro de 2024, encerrando um capítulo turbulento de promessas não cumpridas, corrupção e má gestão.

Conforme apurado pelo TV FOCO, a Sete Brasil foi criada em 2010 para atender às crescentes demandas da Petrobras na exploração do pré-sal, sendo projetada como uma gigante dos combustíveis.

O fim da Sete Brasil

De acordo com o portal ‘Veja’, o plano era audacioso: construir 28 sondas de perfuração para operar nas profundezas do Atlântico, um projeto que custaria cerca de US$ 25 bilhões.

No papel, a empresa seria uma peça-chave na autossuficiência do Brasil em exploração petrolífera. Assim, diminuindo a dependência de fornecedores estrangeiros e impulsionando a indústria naval nacional.

Falência da Sete Brasil gerou uma série de incertezas e abalou a economia do Brasil, ainda mais no RJ (Foto Reprodução/O Globo)

Porém, o que se seguiu, de acordo com as informações divulgadas pela fonte, foi uma sucessão de escândalos que corroeram a credibilidade da empresa. O que culminou em sua recente falência.

As investigações da Operação Lava Jato revelaram um esquema de corrupção que desviava recursos bilionários da Sete Brasil para agentes públicos e dirigentes do Partido dos Trabalhadores (PT).

Ainda segundo as informações, contratos superfaturados, pagamento de propinas e administração temerária levaram a empresa ao colapso.

Em 2016, já atolada em uma dívida de R$ 19 bilhões, a Sete Brasil pediu recuperação judicial, mas a tentativa de reestruturação não foi suficiente para evitar a falência.

Atualmente, a empresa chegou a recorrer da decisão, mas enfrenta uma administração judicial que defende a falência como meio de esclarecer os crimes cometidos.

Sonda para o pré-sal da Sete Brasil (Foto: Reprodução/Fabio Rossi/ Agência O Globo)

Considerações finais

  • Em suma, a queda da Sete Brasil serve como um alerta sobre os riscos da intervenção estatal em projetos grandiosos sem sustentabilidade econômica.
  • Além de evidenciar como a corrupção pode comprometer setores estratégicos.
  • Se em seu nascimento a Sete Brasil representava o futuro promissor da exploração do pré-sal, sua falência simboliza um dos maiores fracassos empresariais da história recente do Brasil.
  • Assim, deixando um rastro de dívidas e desilusão no caminho.

Qual a diferença entre falência e recuperação judicial?

Segundo informações do portal Vem Pra Dome, ambos os institutos têm como objetivo a satisfação de dívidas de uma empresa. Contudo, a principal diferença está na continuidade ou não do empreendimento.

No caso da recuperação judicial, se ganha tempo para recuperar a capacidade de gerar resultados na empresa. Por outro lado, na falência, não existe a reestruturação do negócio e ele acaba fechando as portas.

A ideia por trás da recuperação judicial é manter o negócio ativo, gerando empregos e possibilitando que a empresa consiga pagar as suas dívidas. Na falência, ocorre o encerramento do negócio, que é considerado irrecuperável.

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