Rápidas da Kogut

23/08/2010 às 09:24 · Tempo de leitura: 2 minutos

A obrigatoriedade de existir um “núcleo de humor” nos folhetins gera um risco enorme de burocratizar o que, por natureza, era para ser diversão. Veja o exemplo de “Passione”. Silvio de Abreu construiu uma novela intrincada, em que todos os personagens são relacionados via os prentescos mais impensáveis. Trata-se de uma história criativa que possui mistério e drama de qualidade. Na cota do humor, há o lar dos cafonas — Olavo (Francisco Cuoco), Clô (Irene Ravache) etc. Funciona bem, as tramas têm frescor, caminham para algum lugar, e este lugar pode até ser os mistérios que giram em torno da família Gouveia.
Já o trio Agostina (Leandra Leal), Jéssica (Gabriela Duarte) e Berilo (Bruno Gagliasso) está andando em círculos e suas cenas caíram numa monotonia sem fim. É sempre a mesma dinâmica: Berilo está com Agostina e, na hora agá em que seria flagrado, consegue se livrar do perigo. Quando isso começa, o espectador já sabe o que vem.
Sou mais os dramas de Totó e as cenas com Candé, Bete Gouveia, Danilo, Clara e Fred. Aliás, em que manual está escrito que núcleo de humor é compulsório nas novelas?

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