Enquanto o piso nacional subiu para R$ 1.621, Paraná projeta um reajuste superior que coloca o salário base acima de R$ 2.400 para diversas categorias

O cenário econômico brasileiro em 2026 apresenta um contraste nítido quando falamos de políticas de renda de esfera federal e estadual. Um exemplo claro disso é que, enquanto o governo de Luiz Inácio Lula da Silva estabeleceu um reajuste de 6,79% para o salário mínimo nacional, fixando o piso em R$ 1.621, o governador Ratinho Jr. (PSD) consolida o Paraná como a unidade da federação com o maior piso regional do país.

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Inclusive, conforme exposto pelo O GLOBO, a nova tabela paranaense prepara valores que superam o mínimo nacional em até 49%.

Uma movimentação que analistas interpretam não apenas como gestão econômica, mas como o fortalecimento de uma plataforma política para o cenário nacional.

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O Conselho Estadual do Trabalho, Emprego e Renda do Paraná (Ceter) pactuou os novos valores nesta semana.

O que acabou garantindo que as categorias sem piso definido em lei federal recebam vencimentos significativamente superiores à média nacional.

Quatro faixas de valorização

De acordo com o portal oficial do Governo do Paraná, diferente do valor único nacional, o estado adota uma estrutura dividida em quatro grupos ocupacionais.

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O planejamento estadual assegura que mesmo a faixa salarial mais baixa supere o valor federal em 30%, enquanto o topo da pirâmide estabelece um distanciamento ainda maior:

  • Grupo I (Agropecuária, florestal e pesca): O novo piso alcança R$ 2.105,34, oferecendo proteção direta aos trabalhadores do campo;
  • Grupo II (Serviços administrativos, comércio e reparação): O valor fixa-se em R$ 2.181,63, abrangendo uma parcela significativa da força de trabalho urbana;
  • Grupo III (Produção de bens e serviços industriais): Os trabalhadores deste setor passam a receber R$ 2.250,04;
  • Grupo IV (Técnicos de nível médio): O ápice do reajuste regional, com um piso de R$ 2.407,90, valor 49% superior ao mínimo de R$ 1.621 proposto por Brasília.

Como o salário mínimo do Paraná é decidido?

A construção dos novos valores não ocorre de forma isolada. O Ceter utiliza critérios técnicos rigorosos, fundamentados no:

  • Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) medido pelo IBGE;
  • Na política nacional de valorização do salário mínimo.

O secretário de Estado do Trabalho, Qualificação e Renda, Do Carmo, reforça que o resultado reflete o esforço conjunto entre governo, empregadores e trabalhadores.

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A medida agora deve seguir para a publicação no Diário Oficial e posterior assinatura do decreto governamental pela Casa Civil.

A resolução nº 632/2026 prevê, inclusive, uma cláusula de flexibilidade:

  • Caso o governo federal altere o mínimo nacional durante o ano, o Conselho pode deliberar novas atualizações para manter a competitividade do Paraná e a proteção do poder de compra do trabalhador local.

Vale destacar que, ao estabelecer um piso 49% maior que o nacional, a gestão estadual utiliza a política de renda como uma vitrine de eficiência administrativa e desenvolvimento social. Mas, para saber mais sobre outros direitos trabalhistas, clique aqui*