Ratinho revela seu maior arrependimento e conta por que deixou de fazer sensacionalismo
Tv Foco mostra hoje atrizes brasileiras dos anos 1990 já chegaram aos 50 anos, mas continuam arrancando suspiros por onde passam.
Ratinho durante entrevista ao Poder em Foco, no SBT (Foto: Gabriel Cardoso/SBT)
Ratinho durante entrevista ao Poder em Foco, no SBT
(Foto: Gabriel Cardoso/SBT)
Ratinho completa 20 anos de SBT e falou sobre sua carreira. O apresentador revelou o maior arrependimento de sua trajetória televisiva e ainda contou o motivo que lhe fez abandonar o sensacionalismo.
Durante entrevista à apresentadora Débora Bergamasco no programa Poder em Foco, que vai ao ar no próximo domingo, dia 09 de setembro, o artista consagrado e empresário bem sucedido Carlos Roberto Massa fala sobre sua vida.
Junto aos jornalistas convidados, Mauricio Stycer, Cristina Padiglione e Leão Lobo, ele fala sobre sua carreira e recorda detalhes de sua história de vida, relembrando que tentou de tudo um pouco antes de alcançar a fama: foi palhaço de circo, trabalhou em feira livre e vendeu churrasquinho em rodoviária.
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Na entrevista, conta quando surgiu a vontade de ser artista. “Nós fomos num circo em Jandaia do Sul e o Mazzaropi estava fazendo show nesse circo. Ele botou aquele monte de criança para cantar e eu era uma das crianças, mas era o menorzinho. E eu acho que eu era o mais engraçadinho e, segundo meu pai, ele pegou na minha cabeça e falou: “ó menino, você vai ser artista””, conta.
Ex-repórter policial, Ratinho revela o único arrependimento ao longo da carreira: “me arrependo de ter me metido no sequestro do Zezé Di Camargo e Luciano. Fiquei com medo porque eu conhecia a quadrilha que estava com o irmão deles. Eu tinha certeza que, se eles não pagassem, ia acontecer alguma coisa com o menino. Me meti com medo. Mas era o trabalho da polícia, não era meu, eu estava errado”.
O apresentador comenta ainda as diferenças na maneira de fazer televisão hoje em dia e declara: “Nós acompanhamos não a mudança da sociedade, mas da comunicação. No primeiro momento eu fazia um programa de sensacionalismo, mas fazia humor também. Agora, vendo que a internet estava dominando o sensacionalismo, resolvi ir para o entretenimento… Sensacionalismo nunca vendeu para grandes empresas. Acho que o entretenimento vende mais”, afirma. “Eu não me policio. Estou me acostumando a ser um pouquinho politicamente correto, mas não gosto”, completa.
O apresentador Ratinho em seu programa no SBT
(Foto: Reprodução/SBT)
Em boa fase, Ratinho comemora o sucesso de sua atração: “Meu programa já está vendido até o final do ano em merchandising. Gosto disso porque eu vejo o lucro que eu dou pro SBT. Eu não me sinto pesado para o SBT. Quando o SBT me pagava um baita salário eu me sentia pesado, hoje não sinto mais”.
“Quero sair daqui em uma cadeira de rodas carregado para o cemitério. Quero morrer na televisão. Televisão pra mim não é trabalho, é um parque de diversões. Se eu pudesse morar no trabalho eu faria uma casa e moraria aqui dentro”, declara o apresentador sobre o trabalho na TV.
Ratinho ainda falou sobre política. “Sou apaixonado por política. Gosto. Política é a arte de mudar a vida das pessoas. (Mas) Não tenho essa paciência. Não sou parlamentar. Sou meio ditador, não sirvo para parlamentar”, diz o apresentador, que garante: “Foi a pior experiência da minha vida. Se tivesse que escolher vender espetinho de gato ou ser deputado, juro pelos meus filhos, voltaria a vender espetinho”.
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