Reajuste de 15% ao Bolsa Família também atinge o BPC? Entenda

Reajuste de 15% no Bolsa Família também pode aumentar o valor do BPC? Entenda quem pode receber e quais regras definem o pagamento

29/09/2026 21:00

3 min

BPC e Bolsa Família (Foto: Divulgação)
BPC e Bolsa Família (Foto: Divulgação)
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Reajuste de 15% no Bolsa Família também pode aumentar o valor do BPC? Entenda quem pode receber o benefício e quais regras definem o pagamento

O Bolsa Família terá reajuste de 15,04% a partir de outubro de 2026, elevando o valor mínimo por família de R$ 600 para R$ 691. A atualização foi oficializada pelo Decreto nº 13.120 e será aplicada na folha de outubro.

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Apesar do aumento, o novo percentual não será repassado automaticamente ao Benefício de Prestação Continuada (BPC) nem ao Pé-de-Meia. Cada programa possui critérios próprios para definir valores e reajustes, portanto, o aumento do Bolsa Família não modifica essas outras políticas sociais.

Bolsa Família terá novos valores em outubro

O reajuste corresponde à variação acumulada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) entre março de 2023 e agosto de 2026. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, essa é a primeira atualização pela inflação desde a retomada do atual modelo do programa.

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Le - Ilustração idosa, logo Bolsa Família e BPC (Foto: Montagem TV Foco / GMN / Internet)
Ilustração idosa, logo Bolsa Família e BPC (Foto: Montagem TV Foco / GMN / Internet)

Além disso, o governo estima que o benefício médio passe de R$ 675 para R$ 777. Contudo, esse valor não representa uma parcela fixa para todas as famílias, pois o pagamento considera a composição familiar e os benefícios adicionais aplicáveis.

A atualização também modifica os valores internos do programa. O Benefício de Renda de Cidadania sobe de R$ 142 para R$ 164 por integrante. Já o Benefício Primeira Infância passa de R$ 150 para R$ 173 por criança.

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Por sua vez, o Benefício Variável Familiar aumenta de R$ 50 para R$ 58 por integrante que se enquadre nos critérios. O complemento continua garantindo que a soma das parcelas alcance, no mínimo, R$ 691.

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Pé-de-Meia continua com regras próprias

No caso do Pé-de-Meia, não existe vinculação automática com o reajuste do Bolsa Família. O programa foi criado para incentivar a permanência e a conclusão dos estudos de estudantes do ensino médio público.

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Entre os valores previstos estão R$ 200 pelo incentivo de matrícula e R$ 200 por parcela de frequência no ensino médio regular. Para estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA), o incentivo de frequência chega a R$ 225. O recebimento exige, entre outros critérios, frequência escolar mínima de 80%.

Além disso, o calendário oficial de 2026 mantém parcelas distribuídas conforme o mês de nascimento. Para determinados grupos, os pagamentos de outubro estão previstos a partir de 22 de outubro, enquanto outros recebem nos dias seguintes.

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BPC segue ligado ao salário mínimo

O BPC também não recebe o reajuste de 15,04% aplicado ao Bolsa Família. O benefício garante um salário mínimo mensal à pessoa idosa com 65 anos ou mais ou à pessoa com deficiência que cumpra os critérios legais.

BPC - INSS (Foto: Reprodução)
BPC – INSS (Foto: Reprodução)

Em 2026, o salário mínimo está fixado em R$ 1.621. Portanto, qualquer alteração no valor do BPC ocorre conforme a atualização do piso nacional, e não pela correção aplicada ao Bolsa Família.

Assim, o reajuste anunciado para outubro beneficia diretamente as famílias enquadradas no Bolsa Família. Enquanto isso, o Pé-de-Meia mantém seus valores e regras, e o BPC continua seguindo a referência do salário mínimo.

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Wellington Silva é redator com experiência em produção de conteúdo digital voltado para celebridades, reality shows e entretenimento. Atua na cobertura de famosos, televisão, música e futebol, sempre com foco em organizar informações, analisar diferentes fontes e entregar conteúdos claros e atualizados para um grande volume de leitores. Atualmente, integra o time do site TV Foco, onde também participa da distribuição estratégica das matérias em plataformas digitais. Com formação técnica em Redes de Computadores pela EEEP Marta Maria Giffoni de Sousa e atualmente cursando Ciência da Computação na FIAP, Wellington combina conhecimento em tecnologia com prática em análise e organização de dados. Desenvolve habilidades em lógica de programação, Python e estruturação de informações, aplicando esse olhar analítico no tratamento de conteúdos e identificação de padrões no ambiente digital. Seu trabalho se destaca pela atenção aos detalhes, agilidade e capacidade de lidar com múltiplas demandas, sempre buscando qualidade na informação e boa experiência para o público. Contato: @ueellitu