Reajuste de 3,9% paga mais de R$4 mil na 1ª parcela do 13º salário do INSS

Com reajuste de 3,9%, primeira parcela do 13° do INSS pode superar R$ 4 mil. Veja quem recebe e como calcular o valor

18/03/2026 às 20:58 · Tempo de leitura: 6 minutos

INSS tem novo valor de reajuste - (Foto: Reprodução / Internet)

Com reajuste de 3,9%, primeira parcela do 13° do INSS pode superar R$ 4 mil. Veja quem recebe e como calcular o valor

O valor do 13° salário pago pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) vai ficar mais alto para quem recebe benefícios maiores. Em 2026, o reajuste de 3,9% aplicado aos benefícios acima do salário mínimo mudou os cálculos do abono e fez com que alguns segurados possam receber mais de R$ 4 mil já na primeira parcela.

Isso acontece porque o valor do 13° acompanha o pagamento mensal da aposentadoria ou pensão. Assim, sempre que há aumento no benefício, o abono também sobe automaticamente. A seguir, veja como ficou o aumento dos benefícios e como funcionará o pagamento da gratificação agora em 2026.

Valores do 13° salário em 2026

Em 2026, o salário mínimo passou a ser R$ 1.621, após um aumento de 6,79%. Já os benefícios que ficam acima do mínimo receberam reajuste de 3,9%. Com essa atualização, o teto do INSS foi definido em R$ 8.475,55. Esse é o valor máximo pago pelo instituto neste ano e também serve como referência para calcular o 13° salário.

Na prática, o abono pode variar bastante. Quem recebe o mínimo pode ganhar R$ 1.621 no total do 13°. Já quem recebe o teto pode chegar a R$ 8.475,55, antes de possíveis descontos de Imposto de Renda, lembrando que já está em vigor a isenção total para quem recebe até R$ 5 mil, e parcial para quem recebe até R$ 7,3 mil.

Primeira parcela pode passar de R$ 4 mil

O pagamento do 13º é dividido em duas partes iguais. A primeira corresponde à metade do benefício mensal. Por isso, quem recebe o teto do INSS, que é de R$ 8.475,55, pode receber cerca de R$ 4.237,77 na primeira parcela, desde que tenha recebido o benefício durante todo o ano.

Outro ponto importante é que a primeira parcela normalmente não tem desconto de Imposto de Renda, o que mantém o valor cheio. Ademais, como já destacamos, acima de R$ 5 mil já entram os descontos do IR. Até R$ 7,3 mil existem descontos progressivos, e acima disso não há nenhum tipo de isenção.

Como o INSS calcula o valor do abono?

Nem todo mundo recebe o valor completo. O cálculo depende do tempo em que o benefício ficou ativo durante o ano. Quem recebeu aposentadoria ou pensão durante os 12 meses tem direito ao valor integral. Já quem começou a receber depois ganha de forma proporcional.

Cada mês em que o benefício esteve ativo equivale a 1/12 do 13° salário. Além disso, como já mencionamos acima, o abono é liberado em duas etapas ao longo do ano. A primeira parcela corresponde a 50% do benefício, a segunda parcela traz o restante do valor e pode ter desconto.

Quando o 13º do INSS sairá?

O calendário oficial de 2026 ainda não foi divulgado pelo governo. Mesmo assim, existe uma regra que orienta esses pagamentos. Pelo modelo tradicional, definido pelo Decreto nº 10.410/2020, as parcelas costumam ser pagas nestes períodos:

  • Primeira parcela entre agosto e setembro
  • Segunda parcela entre novembro e dezembro

Contudo, nos últimos anos, o governo decidiu adiantar o pagamento do 13º salário do INSS para o primeiro semestre. A medida começou durante a pandemia e continuou sendo usada para estimular a economia.

Em 2025, por exemplo, a primeira parcela acabou sendo paga entre 24 de abril e 8 de maio, enquanto a segunda saiu entre 26 de maio e 6 de junho. Apesar disso, ainda não existe confirmação de que a antecipação será repetida em 2026.

Quem tem direito ao 13° salário do INSS?

O 13° salário é pago para segurados que recebem benefícios previdenciários do INSS. Isso inclui aposentados e também pessoas que recebem pensão ou alguns tipos de auxílio pagos pelo instituto.

Entre os benefícios que dão direito ao abono estão a aposentadoria, a pensão por morte, o auxílio por incapacidade temporária, o auxílio-acidente e o auxílio-reclusão. Quem recebe qualquer um desses pagamentos pode ter acesso ao 13°, desde que o benefício tenha ficado ativo durante o ano.

Por outro lado, quem recebe o Benefício de Prestação Continuada (BPC) não entra nessa regra. Mesmo sendo pago pelo INSS, esse benefício tem caráter assistencial e, por isso, não inclui o pagamento do 13º salário.

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