Salário mínimo afeta valor mensal e muda o limite de renda para entrar no BPC

Em janeiro de 2026, o salário mínimo nacional subiu 6,79%, passando de R$ 1.518 para R$ 1.621. O acréscimo de R$ 103 também impactam benefícios vinculados ao piso, como aposentadorias e benefícios do INSS.

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No entanto, o aumento não afeta apenas o valor pago mensalmente, como também altera critérios importantes para concessão de benefícios.

Um dos principais afetados é o Benefício de Prestação Continuada (BPC). Em 2026, o programa passa a pagar R$ 1.621 por mês e também muda o limite de renda exigido para ter direito ao benefício.

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Quais são as regras do BPC?

De acordo com o governo federal, a regra geral do BPC considera que a renda familiar por pessoa deve ser de até 1/4 do salário mínimo.

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Ou seja, em 2026, a renda familiar por pessoa deve ser de até R$ 405,25 para garantir o BPC. Em 2025, o valor correspondia a R$ 379,50.

A renda per capita corresponde à média de renda por pessoa da família. Ou seja, para calculá-la, basta somar o rendimento de todos os integrantes da família e dividir o valor pelo número de pessoas que vivem na mesma casa.

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Quem pode receber o BPC?

Para ter acesso ao BPC, é necessário cumprir os seguintes critérios:

  • Ter renda familiar por pessoa de até 1/4 do salário mínimo
  • Ter 65 anos ou mais ou possuir deficiência comprovada por avaliação
  • Estar inscrito e com os dados atualizados no CadÚnico
  • Ter CPF regular de todos os membros da família
  • Possuir registro biométrico válido
  • Morar no Brasil

Como solicitar o benefício?

O cidadão pode entrar em contato com o INSS pelo telefone 135 ou utilizar o aplicativo ou portal oficial do Meu INSS para solicitar o benefício.

Além disso, o cidadão pode ir até uma agência da Previdência Social para dar entrada no pedido.

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Na hora de solicitar, basta apresentar um documento com foto. As informações da família são puxadas automaticamente do CadÚnico, por isso manter os dados atualizados é essencial.

Alertas importantes

É importante destacar que o BPC não é uma aposentadoria e não exige contribuição prévia ao INSS para ser concedido.

Porém, diferente dos benefícios previdenciários, o programa tem caráter assistencial e passa por revisões periódicas para verificar se o beneficiário ainda atende os critérios.

Além disso, outro ponto importante é que o BPC não inclui o pagamento do 13º salário do INSS e também não gera pensão por morte para dependentes.