Governo anuncia fim dos 1518 reais e prepara reajuste da aposentadoria do INSS para 2026 com valor abaixo do esperado para beneficiários
Pegando todos de surpresa, governo reduz projeção do salário mínimo de 2026 para R$ 1.627 e isso afeta de forma direta aposentadorias e benefícios do INSS. A previsão anterior indicava R$ 1.631 e o recuo surge após novas estimativas de inflação e revisão macroeconômica.
Porém, o valor atualizado segue a política que utiliza o INPC acumulado até novembro mais a variação do PIB de 2 anos antes. Essa estrutura define o piso e movimenta a folha de pagamentos públicos e a base de cálculo previdenciária.

Contudo, especialistas avaliam que mesmo com a queda de R$ 4 na projeção inicial, ainda ocorre ganho real sobre os R$ 1.518 atuais.
Ainda no campo previdenciário, o impacto mais evidente atinge aposentados e pensionistas que recebem 1 salário mínimo. Esse grupo terá o benefício reajustado automaticamente quando o novo piso entrar em vigor.
Embora o valor final seja menor que o previsto antes, ele mantém alta real diante do avanço dos preços. Por outro lado, beneficiários que recebem acima do mínimo terão reajuste apenas pelo INPC. Portanto, o crescimento dos pagamentos será menor e mais restrito. Isso faz muitos economistas apontarem que o reajuste real se concentra apenas na base da pirâmide previdenciária.
Os auxílios do INSS são afetados?
Consequentemente, o BPC e demais auxílios vinculados ao salário mínimo também acompanham a correção. Programas assistenciais que utilizam o piso como referência se ajustam na mesma proporção e isso reduz o custo total antes calculado com base em R$ 1.631.
Contudo, essa diferença pequena altera planilhas internas do governo porque milhões de cidadãos recebem benefícios e qualquer variação muda o gasto anual.
A revisão para baixo do valor previsto não interrompe a política de valorização do mínimo, mas reduz o avanço esperado. Apesar disso, o ganho real permanece presente porque o INPC desacelerou durante o período analisado.
Por fim, a nova previsão de R$ 1.627 evita aumento maior de despesas públicas, mas garante alta real do piso e dos benefícios equivalentes. O efeito prático recai sobre milhões de segurados do INSS e sobre programas sociais que utilizam o mínimo como base.
