O telefone toca na casa de Silvio Santos na noite de terça-feira, pouco tempo depois de o Banco Panamericano anunciar o aporte no valor de R$ 2,5 bilhões para cobrir uma fraude. Uma voz idêntica à do patrão informa ao Estado que ele não se encontra. Digo que gostaria de falar com ele sobre o assunto do banco.

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– Neste caso, ele deveria ser procurado no SBT, responde do outro lado.

– Sabe que você imita muito bem a voz do Silvio? – pergunto.

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– Muito obrigado, tá certooo?

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– Você não vai mesmo falar sobre o assunto, Silvio? – insisto

– Não. Não é ele. É o Edinaldo quem está falando, tá certoooo?

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– Tá certo, Edinaldo. Quem sabe o Silvio fala comigo em outra hora?

– É, tá bom. Tchau, boa noite.

Ontem, no SBT, o caso do Banco Panamericano era assunto evitado nos corredores. Silvio Santos compareceu à emissora para gravar seu programa e conversou com o auditório no mesmo tom animado de sempre, como se nada tivesse acontecido.

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A assessoria de imprensa, em tom oficial, desmente qualquer planejamento de venda do SBT, conversa que chegou a pipocar na internet na noite de terça, já com nome de possíveis compradores – um deles seria o empresário Eike Batista, que no fim de semana colaborou com doações ao Teleton, campanha encabeçada pelo SBT.

Por enquanto, a emissora só é afetada pela evidente necessidade de se conter despesas. Na semana passada, a direção já havia vetado um plano de gravações no exterior para a próxima novela da casa, Amor e Revolução.

Lauro César Muniz só volta ao ar na Record entre final de 2011 e início de 2012. Antes disso, a emissora prioriza minisséries bíblicas e uma trama nova de Christine Fridman. Mas a direção da Record já deu aval para a sinopse que Lauro apresentou como mote de sua próxima novela: “O início da história se passa em um transatlântico de luxo onde se reúnem muitas pessoas que estão tomando decisões importantes em suas vidas”, conta o autor. “O navio (locação real) não é apenas um cenário de luxo, mas fundamental para os primeiros acontecimentos da história.”

Marina da Silva desmarcou a entrevista que daria ontem a Marília Gabriela para o GNT. No lugar, para domingo à noite, entra Glória Maria.

Criar nas donas de casa das classes B2 e C o hábito de sintonizar canais pagos era uma das principais missões – e vem se cumprindo – do Viva, canal da GloboSat inaugurado este ano, com reprises da TV Globo. Pesquisas encomendadas pela GloboSat e pelo setor apontavam que boa parte das mulheres desse nicho (B2 e C), mesmo com TV paga disponível em casa, continuava a resistir ao zapping por canais pagos